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Amigo e confidente de Jorge Coelho

Edição de 07.02.2008 | Opinião
Sou um regionalista pouco convicto. Explico porquê: percebo a necessidade de regionalizar um país onde a tradição ainda é entregar a gestão da coisa pública aos aristocratas, aos que carregam nas veias a responsabilidade de cuidarem do país, àqueles que ao longo dos séculos sempre sobreviveram às monarquias e a todas as repúblicas para viverem o seu próprio regime. Ninguém fala disso mas as famílias ricas do antes do 25 de Abril continuam ricas. Mais ainda: as famílias poderosas do antes do 25 de Abril têm hoje mais ou tanto poder como tinham antes da revolução, nomeadamente pelos cargos que ocupam junto dos decisores, ou até pelas amizades com toda essa gente que decide sobre o nosso futuro, muitas vezes dependendo da forma como correu o serão em casa de fulano e sicrano, que são donos de bancos ou de grandes contas bancárias na Suiça.Por outro lado conheço bem os políticos da classe média e média baixa, que saem do seio do povo e, com mais ou menos uma licenciatura, parecem carroceiros a gerir a coisa pública. São menos solidários com o povo que a maioria dos políticos aristocratas. São mais vaidosos que todos os monarcas mais ilustres. Ajudam menos do seu bolso que o rico mais teso. Não conhecem ninguém importante num hospital, numa prisão, num ministério, num tribunal, numa redacção de jornal, num governo civil, num comando da polícia, nem sequer têm amigos na política embora sejam políticos. Por isso nunca têm tempo nem disponibilidade para ajudar o comum dos cidadãos que lhe bate à porta a pedir justiça humana que não é exactamente a mesma coisa que a justiça dos Homens.Embora seja um regionalista tenho sempre muitas dúvidas quando vejo o país entregue a senhores feudais ou a caciques. Mal por mal prefiro bater à porta de um monarca ou de um aristocrata que à porta de um cacique. Mal por mal prefiro enfrentar o desprezo dos ricos que a inveja dos pobres. Desde o meu tempo dos 18 anos que conheço a sobranceria de alguns ditos social-democratas que não passam de gente fascista que nunca teve ou vai ter coragem para mudar de mentalidade. Mas conheço e conheci muitos comunistas que me comeriam vivo se eu não fosse tão duro de roer. E andam por aí muitos socialistas, que são os que mais gosto no prato, que só não me penduraram ainda num poste da EDP porque eu sou, e sempre fui, amigo e confidente de Jorge Coelho (rs). JAE

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