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Comer bem e trabalhar muito é meio caminho andado para atingir longevidade

Comer bem e trabalhar muito é meio caminho andado para atingir longevidade

Augusto Pereira festejou 100 anos de vida rodeado de familiares

Escapou à tropa e ao vício do tabaco, mas não ao trabalho. É esse para Augusto Oliveira um dos requisitos essenciais para se chegar ao século de vida. O acesso aos cuidados de saúde também ajudam, dizem os especialistas.

Edição de 07.02.2008 | Sociedade
Comer bem e trabalhar muito. É esta a receita para atingir a longevidade segundo Augusto Oliveira, que completou um século de vida na sexta-feira, rodeado de familiares e amigos, no lar da Misericórdia de Vila Franca de Xira. Augusto Oliveira foi um pai disciplinador, segundo o filho, e um fanático pelo Benfica. Não passou pela tropa e nunca se interessou por política. Fumou, mas deixou o vício há muitos anos. Trabalhou toda a vida no ramo da restauração. Chegou a trabalhar 17 horas por dia, na altura em que geria o próprio snack-bar. Garante que para chegar aos 100 anos não existe nenhum segredo ou truque especial. Nasceu em Seia, perto da Serra da Estrela, e foi lá que viveu até que aos 14 anos resolveu ir viver para Lisboa. Trabalhou numa pastelaria, num restaurante e teve o seu próprio snack-bar. Casou em Lisboa em 1947. “Memórias? Só de trabalhar”, diz o centenário. Em cem anos, viu partir amigos e também a esposa, que há quatro anos sucumbiu à doença de Alzheimer. Até há bem pouco tempo, já com 99 anos, ainda dava passeios sozinho pela rua. Agora, com as pernas a fraquejar, deixa-se ficar no lar. Lê todos os dias o jornal e sabe de cor os aniversários dos que lhe são mais chegados.Há cinco anos que está no Lar da Misericórdia de Vila Franca de Xira. Foi aqui que viu partir a esposa, vítima de Alzheimer. A vida de trabalho que levou é agora recompensada com uma velhice calma e rodeada de amigos. Faz muitas piadas e implica com os companheiros, sempre divertido. Para o filho, José Augusto Pereira, ter o pai vivo com esta idade é “uma grande alegria”. “Reformou-se depois de uma vida inteira de trabalho e foi aí que começou a passear com a minha mãe. Foram ao Brasil, a Espanha e correram Portugal”, conta o filho.Augusto Pereira é um homem de poucas palavras – sempre foi, diz quem o conhece – mas as que diz são certeiras. Ri-se com o riso de quem tem a vida toda pela frente. “O melhor momento da vida? O dia em que me reformei”, responde, sem hesitações. No dia em que fez cem anos, aos amigos que fez no lar juntou-se a família para festejar mais um aniversário. E a julgar pela saúde de Augusto Pereira, não há-de ter sido o último.
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