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Hospital de Santarém realizou 114 abortos em seis meses

Apenas cinco dos perto de 20 obstetras não se declararam objectores de consciência
Edição de 07.02.2008 | Sociedade
O Hospital Distrital de Santarém realizou um total de 114 interrupções voluntárias de gravidez (IVG) desde que iniciou a aplicação da nova lei sobre a IVG, há seis meses, disse o seu director clínico. Ribeiro de Carvalho informa que, desde meados de Julho, o Hospital de Santarém deu um total de 460 consultas, numa média de 14, 15 por dia, a mulheres que procuram interromper a gravidez ao abrigo da nova lei, ressalvando que cada caso implica um mínimo de duas consultas.O director clínico do HDS afirmou que, apesar de não dispor de muitos recursos humanos - dos perto de 20 obstetras do hospital, apenas cinco (dois da especialidade e três internos) não se declararam objectores de consciência -, tem sido possível responder aos pedidos de consulta.”Até agora temos conseguido responder”, afirmou, sublinhando que dois dos internos se encontram actualmente a fazer estágio, o que dificulta um pouco mais a capacidade de resposta do hospital.Nos outros hospitais do distrito - Tomar, Abrantes e Torres Novas, reunidos no Centro Hospitalar do Médio Tejo -, as mulheres que procuram interromper a gravidez à luz da nova lei, uma média de seis por semana, são enviadas para a Clínica dos Arcos, em Lisboa. O Centro Hospitalar do Médio Tejo assinou um protocolo com a Clínica dos Arcos por considerar que não dispõe das condições técnicas necessárias para realizar a IVG.Segundo dados fornecidos pelo CHMT à Lusa, entre 01 de Agosto e 31 de Dezembro de 2007 um total de 95 mulheres foram reencaminhadas para a clínica, onde realizaram a IVG. No CHMT existem 10 ginecologistas-obstetras, sete dos quais são objectores de consciência.

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