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Maria Elisa Costa

Maria Elisa Costa

54 anos, Operadora de Central de Rádio, Vialonga

“O Governo pode legislar, mas tem que dar tempo às pessoas de se adaptarem às novas regras. A ASAE não pode vir aplicar a lei logo de seguida sem dar tempo às pessoas de regularizar a situação. Têm destruído o sustento de muitas famílias”.

Edição de 14.02.2008 | Agora falo eu
Costuma comemorar o Dia dos Namorados?Não ligo nenhuma a datas festivas. Acho que é um dia como outro qualquer, mas parte da minha formação... Quando era mais nova, lá em casa, não ligávamos muito às datas festivas. O meu marido também não dá importância e por isso nunca dei muito valor.Considera-se uma pessoa romântica?Não muito. (risos) Tenho a sorte de o meu marido também não ser muito romântico. Talvez por isso nos damos tão bem. Fomos feitos um para o outro. (risos)Existe um excesso de consumismo nesta data?Não tenho a mínima dúvida que sim. Os portugueses andam sempre a queixar-se que está mau, que não têm dinheiro, mas sempre que aparece uma data festiva lá estão eles nas compras. A minha nora que é italiana já reparou que os portugueses andam sempre metidos nas lojas, sempre nas compras.A que se deve o elevado número de mortos nas estradas?À falta de civismo dos condutores que conduzem sempre em excesso de velocidade. Não têm cuidado e, acima de tudo, não têm respeito pelos outros condutores. As pessoas perdem noção do perigo que correm e que fazem correr os outros. Além disso o mau estado das estradas nacionais também prejudica muito a condução segura.Com que personalidade gostaria de almoçar?O nosso primeiro-ministro. Fisicamente é um homem muito charmoso e bem apessoado. É talvez o primeiro-ministro da Europa com mais charme (risos). Mas aproveitava o almoço para tentar mudar-lhe a cabeça em relação às ideias que ele tem para o país que, na minha opinião, não são as mais adequadas.O que faria se ganhasse o Euromilhões?Ajudava a minha família e, sobretudo, o meu filho. Dava um quartel novo aos Bombeiros Voluntários de Vialonga que bem precisam de umas instalações novas.Acha que o Estado deveria comparticipar nos documentos para deixar de fumar?Nesta geração mais nova penso que não porque eles estão bem alertados, desde pequenos, para os malefícios do tabaco. Hoje em dia só fuma quem quer. Aos mais velhos talvez fosse uma situação a ponderar porque muitos foram influenciados para fumar. Quando os jovens militares iam para a tropa davam-lhes maços de tabaco para eles descontraírem.Qual seria a última viagem que faria?Nunca iria para países pobres e em guerra. Como Moçambique, Indonésia ou Iraque.Qual é a sua opinião sobre o trabalho da ASAE?Acho que exageram muito e, por vezes, não tem razão. Deviam ter critérios diferentes consoante a dimensão dos estabelecimentos. O Governo pode legislar, mas tem que dar tempo às pessoas de se adaptarem às novas regras. A ASAE não pode vir aplicar a lei logo de seguida sem dar tempo às pessoas de regularizar a situação. Têm destruído o sustento de muitas famílias.
Maria Elisa Costa

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