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Pedro Ribeiro fala em chantagem política sobre presidentes de junta do concelho do Cartaxo

Pedro Ribeiro fala em chantagem política sobre presidentes de junta do concelho do Cartaxo

Campanha sobe de tom na apresentação da candidatura do vereador à concelhia do PS
Edição de 14.02.2008 | Política
O candidato à presidência da comissão política concelhia do PS do Cartaxo, Pedro Ribeiro, diz que há um clima de “chantagem e perseguição política” tendo como pano de fundo as eleições de dia 15, sexta-feira. Na apresentação da sua candidatura, afirmou que há presidentes de junta do concelho alvo de chantagem e realçou que esses elementos puseram de parte “convicções pessoais para defender os interesses das populações que os elegeram”.A acusação de Pedro Ribeiro foi proferida sábado durante a apresentação da lista candidata à presidência da comissão política concelhia. O salão nobre da Junta de Freguesia do Cartaxo foi pequeno para acolher os apoiantes de Pedro Ribeiro que aplaudiram e deram palavras de incentivo ao seu discurso inicial.Sem concretizar nomes, Pedro Ribeiro sempre foi dizendo que” três presidentes de junta o apoiam e outro está bastante próximo”. Mas que não pode revelar os seus nomes para que as juntas de freguesia não saiam prejudicadas no relacionamento com a câmara. Recorde-se que na quarta-feira anterior, 6 de Fevereiro, estiveram cinco presidentes de junta na apresentação da lista de Paulo Caldas. Vila Chã de Ourique, Lapa, Vale da Pinta, Valada e Pontével. Com palavras fortes dirigidas à candidatura concorrente, Pedro Ribeiro acusou-a de veicular mentiras e ataques pessoais. Justificou a sua decisão de ser candidato à liderança da concelhia recordando a tomada de posição do secretariado local, órgão máximo do partido, que constatou que o PS Cartaxo era um “partido fechado, sem ideias e virado para dentro”. Ladeado pelos restantes quatro elementos do topo da lista à comissão política - Pedro Nobre, Délio Pereira, Maria Filomena Lopes e António Morão -, Pedro Ribeiro disse que é evidente o descrédito que o PS tem alcançado nos dois últimos mandatos. Período no qual passou de seis vereadores na câmara para quatro, em que eleitos perderam pelouros e se perderam maiorias absolutas em assembleias de freguesia. No actual mandato, argumentou, houve cinco ou seis renúncias de deputados municipais, além da troca de assessores e da saída do chefe de gabinete do presidente da câmara. “Um vendaval político. Tem que acabar o tempo do líder que se destrói e destrói todos à sua volta” disse Pedro Ribeiro. Lembrou ainda que Paulo Caldas teve de socorrer-se do anterior chefe de gabinete e da secretária nas últimas eleições tal foi o “número de negas” para integrarem a sua equipa.Como medidas para revigorar o partido no Cartaxo, Pedro Ribeiro propõe descentralizar reuniões pelas freguesias e reunir trimestralmente com elementos das assembleias e executivos das juntas para ficar a par da actualidade local e prestar contas. Defende o modelo das quotas para mulheres como forma de as estimular para a vida política, a maior participação dos jovens, a aposta em dar formação técnica e política aos eleitos para que saibam como funcionam os órgãos autárquicos. Perspectiva ainda a criação de um boletim periódico e de um site na Internet que forneça informação aos militantes sobre as actividades do partido.Pedro Ribeiro deixou também um recado implícito a José Miguel Noras, ex-presidente da Câmara de Santarém que apoia Paulo Caldas. Embora não tenha mencionado o seu nome, disse em tom inflamado que “os coveiros do PS em Santarém não deviam também fazer o funeral ao PS Cartaxo”.
Pedro Ribeiro fala em chantagem política sobre presidentes de junta do concelho do Cartaxo

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