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Bombeiros de Vialonga comemoram 31 anos com muitas carências por resolver

Algumas das viaturas da corporação ficam na rua por falta de espaço nas instalações do quartel

Os Bombeiros de Vialonga precisam de viaturas de desencarceramento e emergência e de instalações dignas para acolher os carros. Esta são reivindicações na semana em que comemoram 31 anos ao serviço da população.

Edição de 14.02.2008 | Sociedade
A falta de condições das instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vialonga é uma das grandes dificuldades da corporação que comemora esta semana o 31º aniversário. “Basta ver as instalações que temos e os equipamentos de que dispomos para perceber que não é nada fácil trabalhar nestas condições. Temos apenas quatro viaturas dentro das instalações porque não temos espaço para mais. As outras estão na rua onde se estragam com maior facilidade. Faltam-nos viaturas de desencarceramento e de emergência. É complicado ajudar quem precisa e salvar vidas nestas condições”, lamenta.Ao assinalar o aniversário da corporação o comandante José Sousa faz um balanço muito positivo, mas tem consciência que as carências ainda são muitas. O comandante garante que podem ser encarados como uma equipa de heróis. E explica porquê. Outro dos dilemas com que se deparam é com a falta de pessoal. Actualmente dispõem de cerca de meia centena de homens, mas nem todos estão disponíveis. Como são voluntários, muitos têm que conciliar a Associação Humanitária com a profissão, o que nem sempre é fácil. Vai valendo o esforço de alguns que dedicam praticamente todas as horas do seu tempo à paixão de servir quem mais precisa.As ajudas não são muitas também porque é tudo muito caro. A câmara municipal e o Governo dão um subsídio anual e as quotas dos sócios ajudam a manter a instituição de pé. Mas não é fácil. O equipamento é muito caro. Uma ambulância razoavelmente equipada custa cerca de 60 mil euros enquanto que o preço de uma viatura de combate a incêndios urbanos ronda os 200 mil euros.Se lhe saísse o euromilhões José Sousa não hesitaria. O dinheiro serviria para comprar um terreno para a construção de um novo quartel. E para reforçar a frota automóvel com viaturas da maior qualidade para melhor servir os utentes.Apesar das contrariedades o grupo mantém-se unido, fruto da enorme amizade. José Sousa garante que muitas vezes a família é relegada para segundo plano em prol da paixão pelo espírito solidário. “O quartel é quase como a primeira casa. Vivemos isto muito intensamente e esperamos que a família compreenda que temos um papel útil na sociedade. As pessoas contam connosco”, diz.Os Bombeiros de Vialonga começaram por ser pouco mais que duas dezenas de elementos. A corporação foi crescendo assim como também a vila cresceu. O actual comandante dos Bombeiros de Vialonga apenas lamenta a falta de jovens nos quartéis portugueses. José Sousa aponta o dedo à alteração dos hábitos sociais. “Há 20 anos era impensável que o divertimento de um jovem fosse em casa, sentado em frente ao computador, a navegar na internet ou a jogar videojogos”, afirma.

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