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Militares começam esta semana a limpar jacintos de água do rio Almonda

Escola Prática de Engenharia volta a atacar na Golegã
Edição de 14.02.2008 | Sociedade
A Escola Prática de Engenharia de Tancos iniciou esta semana a limpeza dos jacintos que infestam o troço do Almonda no concelho da Golegã, no âmbito de um protocolo com a autarquia que prevê a regularização do leito do rio. Rui Medinas, vereador da Câmara Municipal da Golegã com o pelouro do Ambiente, disse à agência Lusa que, de acordo com o protocolo assinado a 8 de Fevereiro, a Escola Prática de Engenharia de Tancos (EPE) vai limpar os cerca de 3,5 quilómetros do Almonda que atravessam o concelho, desde a ponte da Broa até à foz, no Tejo.Com uma previsão de duração dos trabalhos de três meses, as máquinas de rasto e outros equipamentos vão tentar eliminar a praga de jacintos e também limpar as margens e o leito do rio de arbustos e troncos. Rui Medinas recordou que a luta contra a praga de jacintos no concelho iniciou-se em 1998, pouco depois da eleição do actual presidente, José Veiga Maltez (PS), com a limpeza da Lagoa da Alverca do Campo, também graças à intervenção da EPE, que resolveu o problema.O protocolo com a EPE insere-se nos trabalhos da comissão criada em Novembro último, envolvendo a autarquia e instituições do concelho e outras com responsabilidades na matéria, como o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), a Reserva Natural do Paul do Boquilobo e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.Segundo Rui Medinas, a comissão está a finalizar um documento que reúne “toda a documentação” existente sobre os problemas do Almonda, com implicações no Paul do Boquilobo. A Câmara da Golegã tem responsabilizado o vizinho município de Torres Novas pela poluição do Almonda, referindo em concreto um subdimensionamento das estações de tratamento de águas residuais (ETAR).O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, António Rodrigues (PS), disse à Lusa que os problemas do Almonda devem-se sobretudo à falta de caudal do rio, admitindo, contudo, que a ETAR de Riachos, aprovada antes da sua entrada em funções, foi “subdimensionada, sem ter em conta a componente empresarial”. “Estamos a fazer um estudo para redimensionar a ETAR de Riachos”, disse sublinhando que até aí o Almonda não está poluído, havendo mesmo concursos de pesca.“O problema não é de qualidade mas de quantidade de água. O Paul do Boquilobo está seco”, disse, assegurando que Torres Novas tem o diagnóstico do que está mal e está a tentar corrigir. Segundo disse, na semana passada, as autarquias de Torres Novas, Golegã, ICNB e Instituto Politécnico de Tomar realizaram uma primeira reunião com vista à celebração de um protocolo que permita a recuperação do Paul do Boquilobo, num “projecto quadripartido que vai de encontro às regras do QREN” (Quadro de Referência Estratégico Nacional). “Até Março esperamos ter concluído o protocolo, com um plano de acção traçado, para se avançar com uma candidatura”, afirmou.

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