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Negócios suspeitos

Edição de 14.02.2008 | Sociedade
António Matos Valente é acusado, nomeadamente, de, em 2005, se ter tornado gerente de uma empresa de arquitectura e urbanismo, a Nascelar, que tem como restantes sócios os mesmos da Listorres, com a qual foi celebrado um contrato-promessa de compra e venda de um terreno da fundação para construção de um condomínio fechado.Por outro lado, os opositores de António Valente afirmam que este vendeu, em nome da fundação, à Nascelar um prédio rústico pelo valor de 200.000 euros que segundo a escritura já teria sido pago mas cuja verba “não deu entrada na fundação”.O presidente da direcção da fundação é ainda acusado de ter celebrado um contrato de prestação de serviços com uma clínica que é representada pela sua mulher e de ter deliberado a aquisição de medicamentos a uma farmácia em Riachos (Torres Novas) “tendo como contrapartida o pagamento” a si próprio como médico.António Valente assegura que são tudo “mentiras” e que a ligação à Listorres surgiu de um convite da empresa a todos os membros da direcção para se associarem a um investimento “desta envergadura”. Contudo, “com todos estes boatos”, a Nascelar desfez todos os negócios com a fundação e o projecto de construção de uma residência geriátrica vai ser feito em Fátima “e a freguesia é que perde”, disse.A Fundação foi criada em 1966, um ano depois da morte de Francisco Cruz, que deixou em testamento todos os bens que possuía em Tomar e Vila Nova da Barquinha para um asilo para idosos e inválidos e uma creche “para crianças pobres”, naturais da freguesia, a instalar na “Casa da D. Mariana”, em Praia do Ribatejo.

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