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Obras no posto de saúde custaram o dobro do previsto

Obras no posto de saúde custaram o dobro do previsto

Instalações remodeladas foram inauguradas domingo em Azinhaga
Edição de 14.02.2008 | Sociedade
Cerca de 100 mil euros, mais de metade do calculado pela Câmara da Golegã, foi o custo total das obras de alargamento e requalificação da extensão de saúde de Azinhaga inaugurada domingo, dia 10, após cerca de dez meses de trabalhos. O arrastar das obras, que tiveram início em Abril de 2007, já havia sido contestado por parte do presidente da Junta de Freguesia de Azinhaga, Vítor Guia, tendo este uma vez mais deixado clara a sua indignação relativamente às instalações: “Não está funcional e o tempo o dirá”. Na opinião do presidente de freguesia é de lamentar que a maioria PS no município tenha menosprezado o projecto delineado e aprovado por unanimidade no mandato anterior sobre a construção de raiz de uma nova unidade de saúde em Azinhaga. “Podia ter-se enquadrado melhor a extensão de saúde a nível de arquitectura e poderia estar muito melhor equipada do que está”, defende Vítor Guia com a ideia de que terá sido um projecto pouco estudado.José Veiga Maltez (PS), presidente da Câmara de Golegã, diz ter cumprido com o objectivo independentemente das discórdias políticas que tenha gerado a obra: “Uns são da opinião que isto parecia ser um ‘mamarracho’. Nós não queremos saber disso para nada, somos contra a crítica gratuita e permanente e por isso ripostamos com factores geradores de mudança” salienta o edil. Uma resposta às críticas de Vítor Guia e de alguns opositores que no mês de Abril terão tentado demover o município de prosseguir com a reabilitação e alargamento da então actual extensão de saúde através de um abaixo-assinado. Em causa estariam alguns metros quadrados ‘roubados’ à zona envolvente às piscinas, que se situam nas traseiras. A este respeito Veiga Maltez aproveita para reafirmar a primazia das necessidades das populações do seu município, “independente de gostos ou caprichos particulares”.Paulo Fonseca, governador civil de Santarém também presente na cerimónia de inauguração, revela que “a tendência não é de fechar mas de abrir onde é preciso”, reforçando que “apesar da Golegã integrar a NUT 3 da região Lezíria do Tejo não deixa de ter acesso aos serviços do Hospital de Torres Novas pertencente à sub-região do Médio Tejo que fica próximo destas populações”. A organização do sistema nacional de saúde é encarada com ânimo por parte da directora do Centro de Saúde da Golegã e também médica de família na extensão de saúde de Azinhaga. “Ao ficarmos a pertencer ao agrupamento de centros de saúde com sede em Santarém a minha esperança é de que possa haver uma partilha de técnicos que necessitamos em áreas como a fisioterapia”, diz Ana Ferreira, mostrando-se satisfeita com as novas instalações.As novas instalações são compostas por um gabinete médico, casas de banho preparadas para deficientes, sala de tratamentos, sala de vacinação e uma ampla sala de espera com um espaço destinado às crianças, cujo material foi suportado pela junta de freguesia.
Obras no posto de saúde custaram o dobro do previsto

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