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Pressão urbanística vai aumentar “brutalmente” com novo aeroporto

Edição de 14.02.2008 | Sociedade
A pressão para alteração do uso do solo nos concelhos próximos do futuro aeroporto de Lisboa vai aumentar de forma “brutal”. Um risco que pode ser minimizado pela alteração da relação da administração central com o poder local.A ideia foi defendida sexta-feira à noite por Fernando Nunes da Silva, docente de Urbanismo e Transportes no Instituto Superior Técnico, numa sessão pública promovida pelo Bloco de Esquerda de Salvaterra de Magos destinada a analisar os impactos na região da construção do novo aeroporto de Lisboa no vizinho concelho de Benavente.Nunes da Silva alertou para a “pressão brutal” para alteração do uso dos solos, de rural para urbano, “mais ou menos embrulhada em turismo, cidades aeroportuárias, novas tecnologias”, recordando que os dois parques tecnológicos de Lisboa, ao fim de 13 anos, ainda “não sobrevivem sem a maminha do Estado e já estão a inventar mais cinco ou seis” a pretexto da localização do aeroporto na margem Sul do Tejo.Para o especialista em urbanismo e transportes, uma forma de potenciar os aspectos positivos da implantação do novo aeroporto e minimizar os negativos é passar de uma situação de “política tutelar da administração central sobre os municípios para a contratualização”.“Fiz o estudo de impacto ambiental da plataforma logística da Castanheira do Ribatejo. Se a câmara municipal e o Governo não fossem PS a plataforma nunca teria sido aprovada na vida. É preciso passar da arbitrariedade - e os PINs [projectos de interesse nacional] são o máximo da arbitrariedade - para a contratualização”, disse.Nunes da Silva alertou ainda os autarcas de Salvaterra de Magos para a “ameaça de implosão” a que passam a estar sujeitos os centros urbanos que gravitam na Área Metropolitana de Lisboa.

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