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Emília Duarte uma sócia dedicada e sempre disposta a ajudar

Edição de 21.02.2008 | Desporto
Emília Duarte vive no Bairro de Santo António, paredes-meias com a sede da União Desportiva e Recreativa da Zona Alta de Torres Novas, é uma das sócias mais antigas do clube. “Sou sócia desde a fundação do Zona Alta, entrei ainda o clube não era oficial, e a sede não era aqui onde é hoje”, disse.A associada número 41 do Zona Alta, entrou para sócia para acompanhar os filhos. São quatro, e todos eles praticaram ou ainda praticam desporto no Clube da Zona Alta de Torres Novas. “Na altura em que entrei para sócia pensei sempre em ajudar as pessoas que afinal trabalhavam desinteressadamente para dar possibilidades aos meus filhos e a outros jovens do bairro de praticarem desporto”. Referiu.Tem sido sempre uma sócia presente. “O Zona Alta é como uma família”, e hoje com 55 anos, continua a frequentar com gosto a associação. “Mesmo com as condições da sede a não serem as melhores, o ambiente familiar que aqui se vive faz com que as pessoas aqui do bairro continuem a vir para aqui conviver”, referiu Emília Duarte.Mas esta sócia da velha guarda, também nunca hesitou em dar um passo em frente quando o clube dela necessitou, e é isso que faz dela também uma associada especial. “Nunca pensei em deixar de ser sócia, nem nunca rasguei o cartão como já vi alguém fazer, a minha consciência diz-me sempre que o que é preciso é ajudar o clube, principalmente nos momentos mais difíceis, e as direcções que por aqui têm passado sabem que podem sempre contar comigo”, diz com entusiasmo a sócia número 41 do Zona Alta.Esta voluntariedade levou Emília Duarte a passar alguns como directora. “Foi numa altura em que o Zona Alta passava por grandes dificuldades que vieram ter comigo para entrar para a direcção, acedi de imediato, passámos momentos difíceis, mas conseguimos ajudar o clube a sair da situação”.Guarda desses tempos directivos algumas recordações especiais, principalmente pelas dificuldades porque passaram para não deixar o clube morrer. “As dificuldade eram de toda a ordem, um dia fomos com os jovens ginastas a uma prova a Santarém. As carrinhas eram velhas e não havia dinheiro para fazer a sua manutenção. Chovia com intensidade, e a meio caminho, na “Gioconda” (assim tinham alcunhado a velha Volkswagen), os limpa pára-brisas avariaram, tínhamos que seguir em frente. Atámos um cordel a cada um e até ao fim da viagem, foram dois dos miúdos que foram puxando e empurrando para limpar a água. Foi uma aventura que nem eu nem os jovens dessa altura, que hoje já são homens, nunca esquecemos”, diz com alguma graça, Emília Duarte.Hoje fala com orgulho dos seus filhos, Rita e Mariana, duas atletas de eleição no Zona Alta. “Todos os meus filhos foram ou são ainda atletas do clube, e a Mariana Duarte, hoje com 16 anos, é uma das habituais presenças da ginástica do clube nos nacionais da modalidade, o que me deixa sobretudo satisfeita pelo facto de a ver representar o Zona Alta com grande dedicação”.À pergunta do que é que o clube precisa mais, Emília Duarte não hesita e diz com convicção, “precisa de uma sede nova. Já é tempo de se fazer justiça ao Zona Alta, gostava de ver o clube instalado numa sede condigna, antes de morrer”, disse com emoção.Acredita que isso é possível. “Basta para isso que as pessoas responsáveis da cidade ajudem, porque o clube merece”, diz Emília Duarte, que já assistiu ao lançamento de uma primeira pedra. “Uma primeira pedra que não cresceu. Mas também uma obra que eu nunca acreditei que podia vir a ser feita. Era um empreendimento demasiado grande para ser possível”.

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