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O empresário que foi acusado de homicídio pela PIDE em Angola

Edição de 21.02.2008 | Entrevista
Tudo aconteceu na noite de cinco para seis de Novembro de 1970. A notícia de um crime violento estoirou em Angola. Manuel de Almeida estava com a família depois de ter conduzido um cliente no táxi e de ter levado o carro à oficina. Mais de dois meses depois a PIDE decidiu apontar Manuel de Almeida como um dos principais suspeitos do homicídio. O mundo desabou sobre o empresário. Foram sete dias e sete noites de tortura de sono para confessar um crime que não cometeu. A experiência deixou-lhe marcas traumáticas. Esteve preso um total de 68 dias, mas lutou pela sua liberdade. Tinha o alibi perfeito. A entrega do carro na oficina no dia do crime. “Quando a PIDE percebeu isso inventaram-me outro carro de outra marca”, recorda.Quando as suspeitas foram afastadas conseguiu aquilo que já há muito pedia ao Governo: a transferência de dois alvarás de táxis para Luanda. Luta até ao fim pelas causas em que acredita. Foi assim com a PIDE. Em Portugal levou até a tribunal um litígio com a EPAL que não deixava construir no terreno por causa das condutas e com a GM que acusava de provocar cheias num terreno contíguo.

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