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Governo disponível para apoiar produtores de cereais

Governo disponível para apoiar produtores de cereais

Produtores de milho reuniram-se com ministro da Agricultura
Edição de 21.02.2008 | Sociedade
O Governo está receptivo a dar incentivos aos produtores de cereais. Esta foi uma das conclusões da reunião entre o ministro da agricultura e os produtores da região. O encontro decorreu quarta-feira no espaço La Várzea, Herdade do Zambujeiro, em Santo Estêvão, concelho de Benavente, e serviu para Jaime Silva ouvir as principais preocupações dos produtores.A grande vontade dos agricultores das regiões do Ribatejo e Oeste em investir na produção de cereais e o facto de não saberem quando poderão começar a fazer esse investimento levou a que a Associação Nacional de Produtores de Milho (ANPROMIS) promovesse o encontro. “Os produtores têm a intenção de produzir cereais mas para isso necessitam de capacidade de armazenamento, substituir os sistemas de regadio que já são antigos e, nesse sentido, precisam de ajuda. O Governo está receptivo a dar esses incentivos a estes agricultores uma vez que eles estão empenhados em investir na produção nacional, um factor extremamente importante para a nossa economia”, explicou o governante.“O Ribatejo e o Oeste são zonas de grande importância dado que nestas regiões produz-se de tudo um pouco. Tendo em conta a importância que o sector dos cereais tem actualmente a nível do mercado mundial faz todo o sentido apoiar e incentivar quem quer apostar nesta área de negócio”, salientou.O presidente da ANPROMIS admitiu que o sector está a viver pela primeira vez um bom ciclo embora não aceite que a origem do inflacionamento de bens essenciais como o pão estejam relacionados com o preço dos cereais. “Sempre que algum bem aumenta a culpa é do preço dos cereais. Neste momento, é o bode expiatório. Apenas dois a três por cento do custo final do pão é que se deve ao preço da matéria-prima de trigo. Porque é que ninguém refere que o aumento do preço do petróleo tem muito mais impacto no preço do pão do que o trigo”, questiona, adiantando ainda que a perspectiva é que os preços se mantenham nesta ordem de grandeza, pelo menos, até 2010.O ministro da agricultura tem consciência que os preços das matérias-primas subiram e não vão voltar aos valores anteriores. O que, na sua opinião, é um sinal evidente de que vale a pena investir na agricultura em Portugal. “O consumidor andou durante os últimos dez anos mal habituado. Subiram os adubos, os combustíveis, a electricidade, produtos que os agricultores utilizam diariamente. O consumidor tem que perceber que o preço também subiu para os agricultores e os preços dos cereais mantiveram-se durante muito tempo estabilizados”, afirmou.
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