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Pena suspensa para suspeitos de tráfico de droga em Azambuja e Cartaxo

Edição de 21.02.2008 | Sociedade
O Tribunal de Alenquer condenou esta quarta-feira, 20 de Fevereiro, sete dos 25 arguidos do processo de tráfico de estupefacientes com penas de prisão que variam entre os seis meses e os dois anos e nove meses mas suspendeu a aplicação das penas por igual período. Os restantes dezoito arguidos foram absolvidos por falta de provas, apesar do tribunal ter ficado convencido que alguns deles se dedicavam ao tráfico, nos concelhos de Azambuja, Cartaxo e Alenquer, para alimentarem o vício.A pena mais grave foi para um jovem que vivia com a esposa em Aveiras de Cima (Azambuja) e que foi condenado a dois anos e nove meses de prisão. Na casa onde viviam havia uma plantação de cannabis. A mulher, que está grávida, foi condenada a seis meses de prisão. Um segundo homem foi condenado a dois anos de prisão e os outros quatro arguidos a ano e meio. O crime de tráfico de menor gravidade é punível com pena de 1 a 5 anos de prisão.O advogado Manuel Severino que defendeu oito arguidos, um dos quais condenado, considerou que foi feita justiça tendo em conta os factos provados. O causídico criticou a debilidade da acusação que se baseou em escutas telefónicas, vigilâncias e nas pequenas quantidades de droga apreendidas. “Foi muita parra e pouca uva”, ironizou.O advogado recordou que “nenhum dos arguidos tinha sinais de riqueza e que as quantidades de droga que tinham na sua posse eram pouco significativas”.Em julgamento estiveram 23 homens e duas mulheres que, segundo a acusação, desde o início do ano 2003 e até final do ano 2004 promoveram a compra para revenda ou cedência gratuita a terceiros de heroína e de haxixe. Alegadamente, operavam nos concelhos de Azambuja, Alenquer e Cartaxo.

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