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A poupança do Marquês depois de 1755

Edição de 28.02.2008 | O Mirante dos Leitores
Após o terramoto de 1755 , o Marquês de Pombal, na sua determinação de recuperar o país pediu sacrifícios a todos os Portugueses. Certo dia o rei D. José tinha um banquete para oferecer a um monarca que visitava Portugal. O cozinheiro real, afectado pelo espírito de poupança apresentou um prato de galinha e pouco mais. O Marquês, quando verificou a ementa, ralhou com ele e explicou-lhe que no palácio real só se poupava no colorau e na pimenta. Ao fim de duzentos e cinquenta e três anos a história repete-se. Quem tem de poupar é o povo. Vejam só os vários exemplos de poupança que existem na Póvoa de Santa Iria. Fechou-se o posto da GNR que existia há cerca de sessenta e cinco anos e anda a PSP a passear todos os dias que é chamada porque foi instalada em Alverca numa super esquadra para mais de 100 mil habitantes, abrangendo a Póvoa, Forte da Casa e Alverca do Ribatejo. O Antigo Posto da GNR onde estavam instalados vinte e dois operacionais e que actualmente está as moscas. Mas poupa-se nos combustíveis dos carros novos no dióxido de carbono (C02) que os carros lançam para atmosfera mais conhecida no século XXI por meio ambiente e em horas de trabalho está claro.A Póvoa têm um cinema há perto de sessenta e cinco anos que está ao abandono há mais de vinte. Aqui a poupança foi pagar 162.000 Euros pelo dito cinema. Na mesma altura também se expropriou o barracão do sal, embora ninguém saiba quanto custou. Segundo consta o cinema e o barracão vão ser demolidos para lar lugar uma praça.A Póvoa deveria ter uma ponte entre a Mata dos Caniços e o Forte da Casa, onde era o lagar, para facilitar o transito entre as duas freguesias e retirar ao mesmo tempo volume de transito à estrada nacional n°10. Só que foi autorizada a urbanização do olival parque e a ponte teve que ser desviada, ficando o acesso à Póvoa tapado por num morro e sem saída. E ninguém reparou nisso quando a obra começou.A Póvoa tem um mercado diário desde 1951. Um pouco deteriorado é certo mas é um edifício fechado e tem como clientes pessoas de idade já avançada que não podem deslocar-se ao mercado semanal para fazerem as suas compras. Já o mercado semanal não tem condições porque é na rua. Agora a câmara quer dar o mercado diário ao grupo dramático povoense mais conhecido por grémio para actividades teatrais. O mais lógico seria dar o cinema e o barracão, não acham?É caso para dizer que ó Marquês Anda Cá Outra Vez. Só poupavas no colorau e na pimenta mas reconstruíste a baixa que ainda hoje está actual. Mas estes nem no colorau e na pimenta poupam e não fazem nada de jeito. Célia Monteiro

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