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Estado não cuida do património

Edição de 28.02.2008 | Sociedade
Até que ponto é legítimo agravar o imposto aos particulares quando o Estado não cuida dos seus imóveis? Em Manique do Intendente o imponente Palácio de Pina Manique está em ruína e ameaça quem ali passa há mais de um ano sem que o Estado intervenha para evitar a tragédia e recuperar o monumento. O mesmo se passa em Azambuja no Palácio junto ao rio que é ponto de encontro de marginais e toxicodependentes, apesar da ameaça de derrocada estar sinalizada. Em Benavente o edifício do Grémio dos Industriais está abandonado e rodeado de ervas e pasto onde proliferam insectos e repteis que ameaçam quem vive ali perto. No interior do vasto armazém estão arquivos, mobiliário e equipamentos obsoletos provenientes de vários ministérios e confiados ao Ministério das Finanças que zela pelo património do Estado. Em Samora Correia, na Várzea das Vinhas, a antiga fábrica Leofax esconde armadilhas e ratoeiras sem qualquer protecção. O que havia de bom foi roubado e resta o esqueleto da unidade onde se refugiam marginais longe do olhar das autoridades. Em Benfica do Ribatejo, mesmo à beira da estrada, o edifício do Instituto do Vinho e da Vinha está desactivado há vários anos para desilusão dos moradores locais que gostariam de ver ali um equipamento público que pudesse servir a população.Estes são apenas alguns de dezenas de exemplos de edifícios abandonados em zonas nobres das vilas e cidades ribatejanas. Para além do valor material, alguns escondem memórias acumuladas ao longo de décadas por quem lá viveu ou trabalhou.

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