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Homem fica sem um braço após ser colhido por comboio

Homem fica sem um braço após ser colhido por comboio

Membro foi recolhido pelas equipas de socorro para possível reimplantação
Edição de 28.02.2008 | Sociedade
Um homem de 32 anos foi colhido por uma composição de um comboio Alfa Pendular que fazia a viagem no sentido Porto – Lisboa. O acidente deu-se ao km 116.100, na localidade de Vila Nova, Paialvo, em Tomar. A vítima, de nacionalidade romena, ficou sem o braço esquerdo, membro que foi arrancado no momento em que a composição, que circulava a 170 km hora, o colheu e que viria a ser recuperado por elementos das equipas de socorro que se deslocaram ao local para uma possível reimplantação. O caso deu-se no dia 22 de Fevereiro, cerca das 20h30.O indivíduo, que ninguém na aldeia conhecia, circulava indevidamente a pé pela beira da linha, carregando um edredon e um saco, e vinha ao que se supõe da estação da Lamarosa, a poucos quilómetros de distância. Apesar da violência do acidente, a vítima esteve sempre consciente durante as operações de socorro, tendo recebido assistência no local após o que foi transportado para o Hospital de Abrantes, onde ficou internado na unidade de cirurgia. Ao local ocorreram 12 bombeiros, apoiados em quatro viaturas das corporações de bombeiros de Tomar e Torres Novas e ainda a viatura da Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Médio Tejo. Passagem subterrânea não está assinaladaMuito perto do local onde ocorreu este acidente existe uma passagem subterrânea pedonal, inaugurada no início de 2006, que permite aos habitantes atravessar a via em condições de segurança mas que Blandina Antunes, moradora de Vila Nova, critica por não se encontrar assinalada. “Não existem sinais que informem da existência deste túnel o que leva muita gente a não saber como é que pode passar para o outro lado e que, se calhar, arrisca atravessar a linha colocando em perigo a sua vida”, disse a O MIRANTE. A moradora acrescenta que não muito longe dali parte da rede da vedação de protecção da via encontra-se deitada no chão, o que pode representar “uma tentação” para os peões mais incautos. Luís Antunes, seu marido, refere também que as paredes do túnel “são exageradamente altas” fazendo com que a mesma pareça um “paredão” uma vez que retira toda a visibilidade do exterior aos seus utilizadores. Para o morador de Vila Nova este facto faz com que aquele local, apesar de à noite ser bem iluminado, se torne um pouco “temeroso” para as pessoas que ali passam.
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