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Manobras da CP fecham ponte de Constância em hora de ponta

Manobras da CP fecham ponte de Constância em hora de ponta

Automobilistas queixam-se dos longos períodos de espera a que são obrigados
Edição de 28.02.2008 | Sociedade
Os utentes que diariamente atravessam o rio Tejo pela ponte rodo-ferroviária de Constância têm-se deparado, nas duas últimas semanas, com a travessia interrompida durante largos períodos de tempo devido às manobras dos comboios que têm como destino a fábrica de pasta de papel da Companhia de Celulose do Caima. Os automobilistas queixam-se do tempo de espera e de a CP não manifestar qualquer respeito pela situação, já que as interrupções são sempre feitas às horas de ponta.Terça-feira, 12 de Fevereiro. Ana Paula Basílio, residente em Montalvo, chega ao lado norte da ponte, na freguesia de Praia do Ribatejo (Barquinha), e depara com uma fila anormal de automóveis que aguardam a abertura do sinal. Olha para o relógio e vê as horas. São 08h10 da manhã e tem de deixar o filho na escola do Tramagal e seguir depois para o emprego no Rossio ao Sul do Tejo. O tempo vai passando e, como Ana Paula, os outros automobilistas começam a desesperar. Não há qualquer informação sobre tamanha espera. Que, naquela manhã, chegou aos 60 minutos.O filho chegou atrasado à escola e Ana Paula ao emprego, o que a levou a pedir responsabilidades à Caima e a CP. A unidade fabril diz não ter qualquer intervenção no assunto e aponta o dedo à CP, dado ser ela que gere os horários dos comboios com destino à fábrica. “Os pedidos são feitos para horas de maior vazio, entre as seis e as sete da manhã”, ressalva a fonte. Da parte da CP, O MIRANTE não conseguiu obter qualquer esclarecimento em tempo útil, apesar das inúmeras tentativas. Em resposta ao e-mail enviado por Ana Paula Basílio uma responsável da CP Cargo, empresa responsável pelo serviço, é lacónica no esclarecimento: “Informamos que estamos a tomar todas as medidas ao nosso alcance para prevenir a repetição de futuras ocorrências”.E os casos continuam a suceder-se. O vereador da Câmara de Constância António Pratas (CDU), que vive em Santa Margarida da Coutada, também foi surpreendido, em duas ocasiões, pela interrupção rodoviária na ponte. Da primeira vez esperou 45 minutos, da segunda cerca de metade do tempo. Dois “infernos” pelos quais diz não querer passar mais. “Alguém vai ter de fazer alguma coisa”, diz, acusando também a CP de falta de respeito pelos utentes. “Este tipo de transporte tem de ser feito fora das horas de ponta”, refere o autarca, adiantando que os incómodos são mais que muitos. “Num dos dias havia dois autocarros escolares parados na fila e muitas pessoas que acabaram por chegar atrasadas ao emprego”. As longas esperas constituem também um perigo para os próprios automobilistas já que alguns, mais desesperados, acabaram por transgredir e fazer a travessia com o sinal vermelho.
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