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Unidades de cuidados continuados vão atenuar falta de camas para internamento

Unidades de cuidados continuados vão atenuar falta de camas para internamento

Presidente da ARS diz que a situação no Hospital de Santarém é a mais preocupante
Edição de 28.02.2008 | Sociedade
O distrito de Santarém carece de camas para internamento, em particular no Hospital de Santarém, situação que poderá ser minimizada com a abertura das unidades de cuidados continuados de Tomar e Chamusca, disse o presidente do conselho de administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT). António Branco afirma que a situação das urgências do Hospital de Santarém, que em alguns dias está “entupida” com macas pelos corredores, “não tem a ver com a quantidade de atendimentos mas com a quantidade de internados”.“O Hospital de Santarém é, no distrito, o que tem mais problemas no escoamento dos doentes”, devido a uma carência de camas, questão que, no seu entender, terá de ser revista internamente, a par da criação de unidades de cuidados continuados para onde os doentes possam ser encaminhados, a exemplo do que está a acontecer em Tomar e na Chamusca.O director clínico do Hospital de Santarém, Ribeiro de Carvalho, disse à Lusa que “há soluções” internas para a sobrelotação das urgências, que podem, contudo, ser limitadas pelo espaço existente e “não ser imediatas”. O Hospital de Santarém tem três serviços de medicina, cada um com 31 camas, tendo sido criada uma “área de harmónio” que permite o internamento noutros serviços quando aqueles estão sobrelotados. Segundo disse, 40 por cento dos doentes que entram nas urgências são da área das medicinasFrisando que o Hospital de Santarém foi construído há 20 anos, “dimensionado para uma filosofia de actuação não coincidente com a actual”, Ribeiro de Carvalho referiu ainda que na área de influência desta unidade de saúde, que serve 250.000 pessoas, a população envelhecida encontra-se acima da média nacional (mais de 20 por cento de pessoas com mais de 65 anos, contra os 16 por cento da média nacional). Estas pessoas frequentemente entram com uma tipologia de queixa, geralmente derivada de infecções respiratórias, que depois acaba por revelar outras doenças, obrigando a internamentos prolongados, frisou.Ribeiro de Carvalho referiu que no período de Outubro a Março existem alguns dias de “picos de atendimento” que quase duplicam a capacidade do serviço de urgências, dimensionado para atender 200 pessoas/dia. Além de algum crescimento interno do internamento, o médico afirmou que a vocação hospitalar é a da prestação de cuidados especializados, situando-se estas unidades “no cruzamento” entre os cuidados primários e os continuados, cuja resposta deve estar no exterior.Segundo disse, actualmente apenas existem no distrito 20 camas no Hospital do Entroncamento e mais 15 na unidade que a Liga dos Amigos do Hospital de Santarém construiu junto a esta unidade de saúde, mas essas camas estão integradas na rede nacional. “Temos pouca resposta no distrito, sobretudo ao nível do recobro imediato, até um mês de internamento”, disse. “Uma unidade de recobro, de convalescença, até um mês, era fundamental”, afirmou, reafirmando a “gritante falta de espaço” com que se debate o Hospital de Santarém.O hospital tem procurado, em colaboração com o Centro de Saúde de Santarém e a ARS-LVT, promover os cuidados domiciliários, que permitem dar alta a pessoas com autonomia que não precisam de estar internadas mas precisam de cuidados de saúde, disse. Por outro lado, há uma valorização do ambulatório, nomeadamente na cirurgia, que permite dar alta no próprio dia da intervenção, adiantou.
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