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25/07/2017
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Contas da Câmara de Alcanena aprovadas sem a bênção da oposição
Discurso optimista do presidente Luís Azevedo não convence PS e PSD
Edição de 17.04.2008 | Política
Não foi pacífica a apresentação do relatório de contas da Câmara de Alcanena referente a 2007 apresentado ao executivo pelo presidente do município na segunda-feira. O documento foi aprovado por maioria com os votos contra de Fernanda Asseiceira (PS), António Menezes (PS) e de Ana Cláudia Coelho (PSD. De acordo com o relatório, as actividades levadas a cabo pelo executivo no exercício do ano de 2007 resultaram num aumento da dívida na ordem dos 320 mil euros em relação ao ano anterior, o que não causa surpresa aos vereadores da oposição embora gere acesa discussão partidária. A vereadora do PSD critica a análise “optimista” que o presidente da câmara fez em relação ao documento e acusa o autarca de se basear em “futurologias”, nomeadamente aos investimentos que o município tem vindo a realizar sem um suporte financeiro garantido. Ana Cláudia Coelho (PSD) ao analisar o documento pede ainda explicações ao presidente sobre a derrapagem de mais de 2 milhões de euros nas despesas do município, acusando os órgãos de gestão do município de Alcanena de “falta de controlo das despesas”. Luís Azevedo (ICA), perante os argumentos da vereadora, coloca a hipótese de existir alguma má interpretação dos valores presentes no relatório, deixando no entanto a vereadora sem resposta. Outro dos pontos debatidos foi o aumento das despesas com os recursos humanos da autarquia. No ano de 2007 houve a entrada de mais 45 funcionários para os quadros de pessoal, tendo-se registado um aumento de 2,46 por cento relativamente ao ano anterior também neste sector. A respeito da política de recursos humanos, a vereadora Fernanda Asseiceira (PS) considera que o executivo recorre “excessivamente” aos programas do PEPAL (Programa Estágios Profissionais na Administração Local) e avalia as obras de maior dimensão da câmara como fruto de verbas comunitárias como é o caso do Museu do Curtume. Os argumentos da vereadora socialista irritaram o presidente que não poupou críticas a Fernanda Asseiceira (PS). Luís Azevedo (ICA) diz que o município que dirige “caminha solitário” no que refere a apoios por parte do governo. A indignação do presidente deve-se ao facto do autarca ter solicitado, por diversas vezes, audiências com elementos do governo de diferentes ministérios e de “nunca ter obtido sequer uma resposta”. “Ninguém nos quer ouvir. O Ministério do Ambiente é o único que tem estado a proceder diferente connosco na questão do Alviela. De resto nem uma resposta negativa obtivemos perante os sucessivos contactos”, argumentou o autarca, acusando a vereadora socialista de não ter intercedido quando solicitou a sua ajuda.
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