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Bacia do Tejo monitorizada em projecto-piloto a partir de Fevereiro

Vai ajudar a avaliar efeitos dos incêndios na qualidade da água
Edição de 30.04.2008 | Economia
A avaliação dos danos dos incêndios ou da agricultura na qualidade da água é um dos objectivos de um projecto de monitorização das bacias nacionais, que começa em Fevereiro de 2009 na bacia do Tejo e cujos resultados serão divulgados num portal. O projecto, financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), foi apresentado em Lisboa pelo Instituto Superior Técnico (IST), que revelou o interesse que esta monitorização vai ter para as entidades gestoras, agricultores e até para o público em geral.“A partir de Fevereiro vamos disponibilizar os resultados do projecto da bacia do Tejo no portal www.aquapath.info. Através de imagens satélite e de modelos matemáticos temos informação sobre os solos, os caudais e até os nutrientes das águas, o que nos permite por exemplo perceber se uma bacia vai ser afectada por algas tóxicas, e tomar medidas preventivas”, explicou Pedro Pina, do IST.O projecto-piloto arranca em Fevereiro na bacia do Tejo, mas a ideia é alargá-lo a outras bacias, segundo aquele responsável, que salientou a importância desta informação até para as negociações com Espanha no que respeita à partilha de responsabilidades pela gestão das bacias. “Na bacia do Maranhão vamos ter informação de alta resolução, o que nos vai permitir discutir com Espanha a qualidade e quantidade de água na fronteira”, adiantou Pedro Pina.A bacia do Tejo é a bacia piloto e será abordada de forma integrada em três escalas: global, nacional e à escala da sub-bacia do Maranhão, aumentando o detalhe da solução com o refinamento da escala. A escala global é baseada em informação mais grosseira e deverá permitir explicar o funcionamento global da bacia, segundo aquele responsável do IST. A escala da sub-bacia do Maranhão vai usar informação detalhada e colocar em evidência as potencialidades desta metodologia para extrapolar para a escala da bacia a informação pontual.O Projecto, coordenado pelo Instituto Superior Técnico, tem como parceiros o Instituto Geográfico de Português e as empresas Ydreams e Unitelco, contando já com o apoio do Instituto da Água, da Empresa Águas de Portugal e da Administração de Região Hidrográfica do Tejo.

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