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O próximo passo é a certificação da carne de toiro bravo

Coruche conseguiu trazer para a ribalta um produto autóctone

A iniciativa “Sabores do Toiro Bravo” atingiu o seu objectivo que era dar visibilidade a um produto nacional. Agora o presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes, pensa que é hora de partir para a certificação da carne.

Edição de 30.04.2008 | Entrevista
Os objectivos traçados quando do lançamento dos “Sabores do Toiro Bravo” foram atingidos? É uma aposta ganha num nicho de mercado que não estava divulgado, explorado e promovido. Trata-se de uma raça autóctone única e havia o objectivo de traze-la para a ribalta. Já se conseguiu, também, através do festival gastronómico, criar a Confraria do Toiro Bravo. Há ainda contactos com a Associação de Criadores de Toiros de Lide para que a carne venha a ser certificada. Para os que a desconheçam a peçam no talho e os apreciadores a possam consumir em qualquer altura.Há toiros de lide que vão directamente para o prato?Há concerteza. Mas não vemos no talho ninguém a informar que se trata de carne de toiro bravo. Nas tentas, as bezerras e novilhas com ano e meio que não são escolhidas para reprodutoras, são abatidas para consumo.Há mercado para absorver a carne de toiro bravo num cenário hipotético de fim das corridas de toiros?Acho isso muito difícil, a não ser que houvesse grande valorização da carne. A bravura é comprada para a praça de toiros. A carcaça que é vendida ao talho representa uma parte mínima da receita do ganadeiro. A criação do toiro bravo já teria acabado se não houvesse corridas. O que lhe posso dizer é que na Confraria do Toiro Bravo convivem grandes aficionados das touradas e grandes adeptos da gastronomia de toiro bravo. O que os une é o sabor da carne e não as corridas.Calculo que seja apreciador desse tipo de carne.Sim, a dobrada é muito boa. O rabo de toiro, a mão de vitela com grão. São pratos que se podem fazer com animais de maior idade.Gostou mais de enfrentar os toiros na arena quando foi forcado, ou de os pegar, agora, no prato?São níveis de emoção completamente diferentes. Na arena causam adrenalina. No prato fazem água na boca. São secreções completamente diferentes. Tenho o gosto da festa brava e da gastronomia do toiro bravo. Um dos prazeres da vida é o prazer da mesa e, com regras, vale bem a pena.

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