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“Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”

Edição de 30.04.2008 | Entrevista
Desde que deu aulas de comunicação social no Politécnico de Santarém, há pouco mais de 20 anos, surgiram na cidade vários jornais. Passou-se de dois periódicos para os actuais seis, entre semanários e mensários.O caso de Santarém é um dos fenómenos que me surpreendem pela positiva. Porque normalmente a tendência é para os jornais se extinguirem E se esses jornais existem é porque têm venda e leitura. Pode não haver uma vida cultural como desejam, mas isso demonstra que há uma vida autárquica intensa subjacente a esse fenómeno. O que é positivo e demonstra a dinâmica que movimenta esses jornais.O chamado país real tem o tratamento que merece nos órgãos de comunicação social nacionais?Não tem. É por isso que há seis jornais em Santarém. Os grandes jornais não dão relevo a problemas, aspirações e a uma série de questões de interesse primordial do chamado país real. Como é que se pode cativar leitores se não se dão notícias que lhes sejam próximas?Tenho 50 anos disto. No meu tempo não havia delegações, mas havia dois jornais que estavam em cima de Santarém: o Diário de Notícias e o Século. Todos os grandes problemas locais eram relatados. O Diário Notícias tinha uma cobertura que deixou de ter.Porquê?Não sei.Não há aí um erro de gestão?Julgo que sim. Isto é o regresso à metáfora queirosiana: Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.

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