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Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou contas com reparos

Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou contas com reparos

CDU acusa maioria de poupar a pensar nas eleições de 2009

Socialistas congratulam-se com os resultados obtidos, mas a oposição acusa-os de terem sacrificado em demasia os munícipes com impostos e de terem poupado 15 milhões de euros com objectivos eleitoralistas.

Edição de 30.04.2008 | Política
As contas do exercício de 2007 no município de Vila Franca de Xira foram aprovadas na tarde de 22 de Abril com os votos favoráveis do PS, a abstenção da CDU e da Coligação Mudar Vila Franca (PSD/CDS-PP) e o voto contra da bancada do Bloco de Esquerda (BE). Já as contas dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) de Vila Franca contaram com os votos favoráveis de todas as bancadas, excepto do BE que se absteve.A maioria socialista evidenciou a “boa saúde financeira do município” que permitiu antecipar pagamentos e colocar os fornecedores a receberem com um prazo médio de 39 dias. “Fizemos uma gestão rigorosa muito perto do projectado”, referiu a presidente Maria da Luz Rosinha (PS). A oposição insistiu na ideia de que era possível ter reduzido a carga fiscal sobre as famílias com a redução das taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). A edil reafirmou a intenção de proceder a uma diminuição gradual da taxa do IMI e anunciou que vai criar incentivos para quem reabilitar prédios degradados que passam pela redução do imposto e vão até às isenções.A CDU, pela voz de Bernardino Lima, fez uma análise crítica e irónica do exercício e sublinhou o facto da câmara ter transitado um saldo de 15 milhões de euros para o ano de 2008 “para poder fazer obra mais perto das eleições de 2009”. A presidente, Maria da Luz Rosinha (PS) corrigiu e disse que o montante que passou para o exercício corrente é de 13 milhões de euros.Bernardino Lima lembrou que várias propostas da CDU não foram aceites pela maioria socialista com o argumento das dificuldades financeiras. “Fomos acusados de estar a propor um endividamento insustentável”, acrescentou.Rui Rocha da Coligação Mudar Vila Franca justificou a abstenção com o facto do exercício ser uma consequência de um orçamento e de um Plano plurianual de Investimentos que não entusiasmou a sua bancada. O deputado social-democrata considera que a taxa de execução não é satisfatória em alguns sectores e reforçou a necessidade de investir mais na promoção das actividades económicas. Rui Rocha alertou que a aposta na logística tem de ser complementada com investimentos na rede viária, nas acessibilidades e na formação profissional.A coligação Mudar Vila Franca alertou ainda para que o município não perca a oportunidade de receber compensações pela quebra das expectativas com a deslocalização do aeroporto para Alcochete. O Bloco de Esquerda (BE) votou contra as contas e o relatório de gestão e demonstrações financeiras por considerar que reflectem o incumprimento de vários objectivos onde as taxas de execução ficaram abaixo dos 80 por cento. “A gestão pode ser melhorada ao nível do investimento e da despesa”, concluiu Carlos Patrão. A defesa da maioria socialista foi feita por Carlos Lilaia (PS) que começou por enaltecer a qualidade técnica dos documentos, elogiando os técnicos do município que os elaboraram. “Já não é preciso ser técnico ou pedir assessoria para votar em consciência”, disse.O porta-voz da bancada do PS minimizou a subida de 2,9 por cento dos custos com pessoal explicando que reflectem a subida das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações e elogiou a poupança corrente de quase 20 milhões de euros que financiou o investimento. O economista considerou que o município tem estabilidade financeira e uma capacidade de endividamento “invejáveis”.
Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou contas com reparos

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