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Automobilistas vão ser incentivados a adquirir equipamentos de segurança

Edição de 30.04.2008 | Sociedade
A circulação com as portas trancadas e janelas fechadas e o uso da chave do carro separada das restantes são alguns dos conselhos que vão ser dirigidos aos automobilistas para evitar o roubo de viaturas designado por “carjacking”.O conjunto de recomendações, que vai constar de um folheto a ser distribuído aos condutores, é uma das propostas do grupo de trabalho formado para combater o “carjacking” e que tornou público esta semana o seu primeiro relatório.Este tipo de roubo de viaturas, feito através da ameaça violenta ao condutor, subiu 33 por cento no ano passado, em relação a 2006, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna. O grupo de trabalho foi criado há um mês por iniciativa do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e inclui, além de representantes governamentais e das forças de segurança, membros de associações de seguradoras e do sector automóvel.Alexandre Coimbra, subintendente da PSP e porta-voz da comissão, disse que o principal objectivo é dissuadir o roubo de carros através de várias medidas, que vão desde alterações do comportamento dos condutores à instalação de equipamentos electrónicos nas viaturas que permitam a sua fácil localização.A separação da chave do carro das restantes, por exemplo, faz aumentar a hipótese do assalto fracassar, já que são os próprios ladrões, muitas vezes, a retirar as chaves do bolso quando o automobilista se dirige à viatura e é imobilizado sob ameaça de armas.Sucede que podem levar outras chaves, o que, associado à rapidez com que normalmente actuam, pode abortar o assalto quando constatarem que não conseguem entrar na viatura como tinham programado, explicou o oficial da Polícia.Outra forma de evitar ou diminuir o roubo de viaturas pelo processo de “carjacking” é a instalação nos automóveis de sistemas que permitam localizá-los via satélite, recorrendo aos sistemas de GPS, ou de equipamentos de imobilização do carro accionados por telemóvel.Para incentivar a aquisição destes sistemas, o grupo de trabalho propõe que os automobilistas beneficiem de reduções no preço do seguro caso optem pelos equipamentos electrónicos, que poderão também beneficiar de uma redução do IVA cobrado, de modo a torná-los mais baratos.Outra proposta, neste caso já aceite pelo Governo, disse Alexandre Coimbra, é a compra de equipamento informático que permitirá às forças de segurança saber, no momento em que visualizam uma viatura, se ela foi roubada ou furtada.Este sistema implica o recurso a uma câmara instalada nas viaturas policiais que faz automaticamente a leitura das matrículas através de computador portátil, que por sua vez está em contacto permanente, via rádio, com a base nacional onde estão registadas todas as viaturas roubadas e furtadas.O número de equipamentos a adquirir ainda não foi determinado pelo grupo de trabalho.Alexandre Coimbra disse que um sistema semelhante já foi usado pela Brigada de Trânsito da GNR, mas neste caso apenas permitia detectar viaturas cujas matrículas constavam de ficheiros, por pertencerem a carros que haviam cometido determinadas infracções.O método funcionava através do carregamento diário dos dados para os computadores instalados nas viaturas, sem qualquer ligação ao exterior e assim impedidos de receberem dados actualizados a todo o momento como o novo sistema permitirá.

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