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Grupo de alunos de Alverca quer alimentar a biblioteca da escola com energia solar

Grupo de alunos de Alverca quer alimentar a biblioteca da escola com energia solar

Finalistas já têm um projecto alternativo para o caso de não conseguirem financiamento

Um grupo de finalistas quer implementar um projecto para alimentar a biblioteca da escola a energia solar. Se não conseguirem financiamento partem para um projecto alternativo, cinco vezes mais barato: painéis solares para aquecimento dos balneários da escola.

Edição de 30.04.2008 | Sociedade
Cinco alunos finalistas da Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, estão empenhados em suprir as necessidades energéticas da biblioteca da escola através da instalação de uma rede de painéis fotovoltaicos, dispositivos usados para converter energia solar em energia eléctrica. A ideia nasceu este ano lectivo, no âmbito da disciplina Área de Projecto, e visa ajudar a escola a poupar nos recursos energéticos libertando verbas para investimento noutras infra-estruturas que o grupo considera fundamental para a sua educação. Consciencializar a comunidade escolar e civil para a necessidade de apostar em energias alternativas, anulando a actual dependência de combustíveis fosseis como o petróleo, é outro dos pilares do projecto.Ana Roma, Ângelo Dias, Bruno Cadilha, Filipe Ferreira e Marta Silva constituem o “Projecto Solarium”e já sentiram na pele as dificuldades de conseguir financiamento privado para um projecto que poupa dinheiro a longo prazo mas implica um investimento inicial elevado. Da ronda que têm feito pelas empresas da região ainda não conseguiram nenhuma resposta positiva que os ajude a reunir os cerca de cem mil euros necessários para a implementação dos painéis. “Aqui na escola é tudo muito bonito, depois lá fora o projecto até é bem aceite, mas para financiá-lo já não acham tão boa ideia”, lamenta Ângelo Dias. “Quando recebemos uma resposta negativa ficámos todos em baixo, mas depois levantámo-nos outra vez e continuámos a lutar até conseguir arranjar alguém que nos financie”, explica Marta Silva.Face à possibilidade de não conseguir angariar fundos, o grupo criou um plano alternativo cinco vezes menos dispendioso. Instalar uma rede de painéis solares térmicos que aqueçam a água dos balneários da escola custa cerca de vinte mil euros e executá-lo pode ser um mal menor para estes alunos empenhados em deixar uma marca objectiva na escola. A pouco mais de um mês de concluírem o período de aulas e entrarem em época de exames nacionais de 12º ano, tão decisivos para estes cinco alunos que ambicionam ingressar no ensino universitário, os responsáveis pelo “Projecto Solarium” começam também a ponderar preparar uma eventual sucessão para o próximo ano lectivo. “Seria uma pena que, depois deste trabalho todo, ninguém pegasse no projecto”, alerta Bruno Cadilha. Para isso têm em mente a organização de um colóquio, no Dia do Ambiente, a 5 de Junho, sobre a energia solar e que sirva para apresentar melhor o projecto às turmas mais novas. Com ou sem módulos fotovoltaicos, será o último acto oficial do projecto mas está longe de ser um pré-anúncio de desistência. “Pensamos nisto para bem da escola e para bem dos alunos e o projecto é mesmo para levar até ao fim”, garante Ana Roma.
Grupo de alunos de Alverca quer alimentar a biblioteca da escola com energia solar

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