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Rosinha garante que viaduto na variante de Alverca não vai avançar

Rosinha garante que viaduto na variante de Alverca não vai avançar

Moradores da Quinta das Drogas defendem circular afastada das casas e escolas

Centenas de pessoas que vivem no local previsto para a circular temem excesso de velocidade e ruído e lembram que há várias centenas de alunos que circulam no local.

Edição de 30.04.2008 | Sociedade
A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira garantiu que não vai ser construído qualquer viaduto no troço da futura variante de Alverca que é a actual rua Vilar Queirós. Maria da Luz Rosinha (PS) referiu que a hipótese chegou a ser avançada pela Estradas de Portugal (EP), mas já está ultrapassada. Segundo a autarca, neste momento a EP e a câmara estudam alternativas e não será tomada nenhuma decisão antes de serem ouvidos os eleitos e os munícipes de Alverca, principalmente os que vivem perto do local.A edil foi confrontada por protestos de cerca de uma dezena de moradores que foram à reunião pública de quarta-feira, 23 de Abril, da câmara manifestar as suas preocupações face às notícias de que iriam ter um viaduto ao pé de casa. “Não compreendo como querem tirar os carros da EN 10 para os colocar numa variante junto de casas e escolas”, referiu Maria Adélia Santos, moradora na Quinta das Drogas. António Gonçalves habitante da rua Gago Coutinho partilhou da preocupação e acusou a câmara de ignorar e não respeitar os munícipes que pagam as obras com os seus impostos. “Nós temos direitos e exigimos atenção por parte da câmara”, disse.Maria da Luz Rosinha lamentou a confusão gerada pela sua intervenção e disse estar arrependida de ter partilhado a informação com toda a câmara. Segundo a autarca, a informação foi distorcida e alguém tentou gerar a confusão junto dos moradores. Segundo a edil, a intenção da Estradas de Portugal é desclassificar o troço da EN 10 que atravessa Alverca e usar a circular urbana para fazer o atravessamento da cidade. A nova via iria ligar a EN 10, na zona do Jumbo, à antiga fábrica Previdente, no Sobralinho. “O assunto está a evoluir e aproxima-se da proposta ideal que é semelhante à que em tempos foi avançada e aprovada pelos moradores” disse a edil.João Rodrigues, um dos moradores que liderou vários protestos contra a variante, congratulou-se com a posição da câmara que disse ser reveladora de bom senso e garantiu que os moradores vão continuar atentos ao desenrolar do processo. Maria da Luz Rosinha reconheceu que esta circular não é a variante e que Alverca precisa e garantiu que a câmara vai continuar a criar condições para ter uma via junto da linha-férrea e afastada dos aglomerados populacionais e das escolas.Vários moradores contactados por O MIRANTE admitem encetar um movimento de luta caso a circular avance sem estarem reunidas condições de segurança e a protecção do ruído. “Enquanto eu for vivo, irei lutar com todas as minhas forças para evitar uma coisa destas. Não faz sentido ter uma variante junto de escolas, centro de saúde, filarmónica e as casas das pessoas”, refere António Santos. “Nós temos os nossos direitos. Ou só servimos para pagar impostos que a câmara gasta como quer”, adianta Rute Sousa, também moradora na Quinta das Drogas. Recorde-se que em Junho de 2007, a Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou a alteração ao Plano Director Municipal (PDM) para a construção da Circular Urbana de Alverca do Ribatejo. A alteração foi aprovada com os votos contra do Bloco de Esquerda (BE) e os votos favoráveis dos restantes partidos. Contudo, CDU e Coligação Mudar Vila Franca deixaram reservas quanto ao traçado escolhido.
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