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Vale do Tejo abaixo da média nacional em número de licenciados

Vale do Tejo abaixo da média nacional em número de licenciados

Diagnóstico feito no âmbito do Plano Regional de Ordenamento do Território
Edição de 30.04.2008 | Sociedade
As sub-regiões do Oeste e Vale do Tejo estão “seguramente mal” no que toca ao número de licenciados, situando-se abaixo da média nacional, disse o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.António Fonseca Ferreira participou terça-feira no fórum de discussão sobre o ensino superior na Região de Lisboa e Vale do Tejo, promovido pelo Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e que contou com a presença dos outros três politécnicos abrangidos por esta região (Lisboa, Setúbal e Tomar).Considerando os indicadores relativos à qualificação dos portugueses “elucidativos” do atraso do país, Fonseca Ferreira frisou que o Oeste e Vale do Tejo estão “seguramente mal”, apesar do Médio Tejo aparecer melhor posicionado que a Lezíria e o Oeste, por razões ainda não analisadas.Os números, ainda não trabalhados, foram apurados no âmbito da elaboração do Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo, que foi apresentado quinta-feira em Vila Nova da Barquinha seguindo depois para inquérito público, esperando Fonseca Ferreira que esteja concluído em Setembro.Segundo disse, o Oeste é a sub-região que apresenta um menor número de licenciados (10,6 por cento), seguindo-se a Lezíria, com 11,8 por cento, e o Médio Tejo (13,6 por cento), abaixo da média nacional, que se situa nos 15,7 por cento. Apenas a Área Metropolitana de Lisboa (23,4 por cento) e a Grande Lisboa (25,6 por cento) apresentam valores próximos da média europeia (25 por cento), disse, frisando que a Portugal falta o “talento (que implica formação e especialização) para avançar”.Fonseca Ferreira defende regionalizaçãoReafirmando-se adepto convicto da regionalização, Fonseca Ferreira defendeu o “papel específico” do ensino superior politécnico, considerando-o “a primeira instância da territorialização do ensino”. O presidente da CCDR-LVT lembrou os desafios que se colocam a uma região cujo desenvolvimento vai ser grandemente determinado pela construção do novo aeroporto internacional de Lisboa na margem esquerda do Tejo.Esta localização vai, no seu entender, deslocar o eixo de desenvolvimento que actualmente se concentra na faixa litoral entre as auto-estradas 1 e 8 mais para o interior, com todas as implicações que isso terá na margem esquerda do Tejo, nomeadamente em termos de ordenamento do território.Fonseca Ferreira disponibilizou-se para, juntamente com os politécnicos da região, os ministérios do Trabalho (através do Instituto do Emprego e Formação Profissional) e da Educação, escolas profissionais e empresas fazer um diagnóstico “operativo” que permita à região beneficiar dos “muitos recursos” que o Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) vai disponibilizar em matéria de formação e qualificação.A presidente do IPS, Maria de Lurdes Asseiro, tinha pedido, no início da sessão, o fim do “divórcio e dos preconceitos ainda existentes”, apelando ao diálogo entre as diversas instâncias com responsabilidades no desenvolvimento da região, na qual inseriu o ensino superior politécnico, o qual, assegurou, “quer ser parte activa”.Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, advertiu que as universidades e politécnicos “não fogem à capacidade de produzir também pequenos ‘napoleões’”, considerando um “erro histórico” centralizar os politécnicos “em Leiria, ou Coimbra ou qualquer outra cidade”. Os “imperialismos” nesta área podem “destruir a esperança, à porta de um novo quadro comunitário, de não voltarmos a errar”, disse.
Vale do Tejo abaixo da média nacional em número de licenciados

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