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25/07/2017
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Escolas são alvos fáceis para roubos e vandalismo
Municípios não têm definido como prioridade a protecção dos edifícios
Os ladrões procuram nas escolas material informático que pode facilmente ser vendido. O seu trabalho é facilitado pela falta de alarmes, de videovigilância ou até mesmo de vedações ou janelas e portas mais resistentes.
Edição de 21.05.2008 | Sociedade
Muitas das escolas do primeiro ciclo da região são alvos fáceis para assaltos e vandalismo porque esses estabelecimentos de ensino não possuem sistemas de protecção e segurança. Há poucos dias a escola de Tremês, concelho de Santarém, foi alvo de actos de vandalismo que se julga ter sido feito por miúdos. Uma janela foi partida e foi espalhada tinta pelo chão e pelos bancos do parque infantil no pátio. O espaço não possui alarme, videovigilância, nem sequer uma vedação. Este é apenas um dos muitos casos que têm acontecido e alguns municípios começam agora a ponderar instalar alarmes sobretudo nos edifícios que estão mais isolados. A poucos quilómetros de Tremês, a escola de Aldeia da Ribeira foi assaltada três vezes no ano passado. A vereadora com o pelouro da Educação da Câmara de Santarém justifica dizendo que os assaltantes sabem que os estabelecimentos têm material informático. E reconhece que os que têm bons acessos e “uma protecção envolvente frágil são alvos fáceis”. Lígia Batalha (PSD) adianta que algumas escolas já têm alarme instalado, que funciona sobretudo como factor de dissuasão, e considera que talvez seja mais eficaz colocar cães nos pátios que possam afastar os assaltantes e dar o alarme aos vizinhos, já que os sistemas de videovigilância “são caros”. As escolas que estão melhor apetrechadas de equipamentos são as mais afectadas, considera o presidente da Câmara de Alcanena, Luís Azevedo (ICA). Também nesse concelho não existem sistemas de protecção nos estabelecimentos do primeiro ciclo e para já não vai ser feito nenhum investimento nessa área enquanto não forem construídos os centros escolares e definidos os edifícios que vão encerrar. Entretanto, os ladrões vão levando os computadores, impressoras, televisões, leitores de DVD. “Nos centros escolares vamos criar melhores condições de segurança porque os equipamentos que lá vão ser colocados são mais caros”, realça Luís Azevedo. A deficiente protecção, defende Lígia Batalha, tem a ver também com a falta de investimento nos últimos anos na educação. A Câmara de Santarém definiu por isso como prioridade a criação de condições para as crianças melhorando os edifícios. “Não é possível intervir globalmente em pouco tempo, pelo que as coisas vão sendo feitas gradualmente”, salienta a vereadora que reconhece que muitas escolas não têm gradeamento e as que têm nalguns casos estão danificados. Uma das autarquias que está a estudar a ligação de todas as escolas a uma central de alarmes de uma empresa de segurança privada, que alerta as autoridades em caso de intrusão, é a Câmara de Azambuja. O vereador Marco Leal (PS) explica que as que já dispõem de alarme sonoro não têm sido assaltadas. Mas o mesmo já não acontece com as que não possuem qualquer protecção. Há pouco tempo a escola de Aveiras de Baixo foi alvo de vandalismo. Partiram uma porta. Coisa que podia não ter acontecido se por exemplo houvesse um sistema de videovigilância.
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