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28/08/2016
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Três gerações da família Câmara em concerto na Feira
Edição de 12.06.2008 | Cultura e Lazer
A jovem Teresa da Câmara Fonseca é a grande novidade da reedição do encontro de gerações que vai juntar quatro membros da família Câmara no palco do grande auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). Será dia 13, a partir das 22h00, a Grande Noite do Fado “Câmara” - Um Nome 3 Gerações.Vicente da Câmara comemora 60 anos de carreira, a que soma a bela marca de 80 anos de vida, comemorados a 7 de Maio. Fazem-lhe companhia em palco o consagrado filho José da Câmara e o irmão, Manuel da Câmara, chegado há escassos anos ao desafio do fado. A estreia cabe a Teresa da Câmara Fonseca, neta de Vicente da Câmara, com 16 anos. A única de 17 netos que se aventurou a cantar o género musical que já é tradição familiar.Há dois anos, no mesmo palco, o grande auditório ficou lotado e com pessoas em pé. As entradas são gratuitas. “Esperamos ter novamente casa cheia. Vamos ter uma mesa à Quinzena estendida no palco e cada um vai cantando. E vamos alternando em duetos uns com os outros”, revela Manuel da Câmara. No concerto os fadistas são acompanhados à viola por Luís Petisca e Carlos Velez e na viola-baixo por Filipe Pais d’Silva. Para o final do concerto não vai certamente faltar “As Modas das Tranças Pretas” cantada por toda a família Câmara. No mesmo formato de concerto a família Câmara actua em Vila Franca de Xira (3 Julho), Vouzela (9 Agosto) e Caldas da Rainha (29 Agosto). Na praça de touros local comemora-se os 60 anos de carreira de Vicente da Câmara e os 30 anos de alternativa do cavaleiro tauromáquico João Moura.A 8 de Novembro, no Teatro Tivoli, em Lisboa, conclui-se a digressão com um concerto a favor da Associação Trissomia 21. Além da família Câmara sobem ao palco José Cid, António Pinto Basto, Teresa Sequeira, Carmo Rebelo Andrade, entre outros. Agricultor que canta Portugal e o Ribatejo Manuel da Câmara, agricultor que há mais de uma década escolheu Santarém para viver, descobriu o fado há cerca de quatro anos. “Fui convidado por um empresário que possui uma fábrica de porcelana na Argentina, que me convidou para actuar na festa da sua empresa. Juntei o útil ao agradável. Conheci a Argentina e perdi o medo que tinha de cantar mesmo perante uma dezena de pessoas”, refere. Em 2005 apresentou o CD intitulado “Fado Marialva” e desde então tem cantado sobre a tradição e modo de ser português e ribatejano. Ao contrário de outros que cantam poetas nacionais, Manuel da Câmara canta um poeta de Santarém, Vítor Rodrigues. Que retrata o fado do Quinzena, as entradas de toiros na calçada da Junqueira, o S. Nicolau ou as corridas a cavalo, salienta.Manuel da Câmara afirma-se defensor do modo de ser português e do trinómio campo-fado-toiros. “Juntamos a família, os filhos, passeamos a cavalo, fazemos piqueniques, vamos a picarias. Um modo de vida saudável, divertido e barato”, conclui com um sorriso.
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