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“Temos privilegiado o desenvolvimento de projectos com ligação ao tecido empresarial”

“Temos privilegiado o desenvolvimento de projectos com ligação ao tecido empresarial”

Maria de Lurdes Asseiro, Presidente do Instituto Politécnico de Santarém

Tomou posse como Presidente do Instituto Politécnico de Santarém há dois anos e meio. Maria de Lurdes Asseiro acredita que a Instituição tem um papel relevante ao nível do desenvolvimento do tecido social e económico da região.

Edição de 03.07.2008 | Especial Ensino
O ano lectivo 2007/2008 acaba de terminar. Qual o balanço que faz?É um balanço bastante positivo. Para além de termos disponibilizado mais 145 vagas a concurso em cursos pós-laborais, preenchemos as vagas, através dos diferentes regimes de acesso, na totalidade. Isso confere-nos alguma perspectiva optimista. Actualmente temos cerca de 4400 alunos, distribuídos pelas nossas cinco escolas, dispersas por quatro campus. No Campus Andaluz só funcionam a Escola Superior de Gestão e de Educação. Depois temos a Escola Superior Agrária, a Escola Superior de Enfermagem e a Escola Superior de Desporto, sedeada em Rio Maior.Esta dispersão das diferentes Escolas é uma vantagem ou desvantagem?Não considero esta dispersão muito positiva embora os pontos fracos que esta situação representa possam ser superados, uma vez que podem ser desenvolvidas estratégias no sentido do equilíbrio do todo o que é o Instituto. A dispersão das Escolas cria algumas dificuldades ao nível da gestão, como é evidente. E o acréscimo significativo das despesas de manutenção. Porque são Escolas muito antigas. A Escola Agrária faz agora 120 anos e a Escola de Enfermagem tem 35 anos. Qual o impacto do acesso a “Maiores de 23” no IPS de Santarém?O Instituto procura responder às exigências de formação, abrindo a escola a novos públicos e criando alternativas. Tem sido nosso objectivo estar atento aos novos desafios porque estes novos desafios exigem novas respostas que têm que ser dadas atempadamente. O acesso dos “Maiores de 23”, para além de trazer mais alunos à Instituição, que é uma realidade, por outro lado também traz para o interior das nossas salas de aulas, da nossa comunidade académica, as vivências e a experiência no mundo de trabalho. Por outro lado também leva para o mundo do trabalho o conhecimento e as vivências que estes alunos vão tendo no meio académico. Isso confere uma melhoria no desempenho destes profissionais e contribuiu para o desenvolvimento do tecido social e económico da região onde estamos inseridos.Existe algum curso com uma componente mais prática que possa também ser ministrado em horário pós-laboral?Há áreas onde ainda não abrimos cursos em horário pós-laboral e dificilmente se vão abrir. Por exemplo, na área da saúde é difícil abrir cursos em horário pós-laboral uma vez que 50% da sua formação é feita em ensino clínico, em contexto de trabalho, e não podem fazer esta formação à noite. Alguns cursos da área do desporto também não são exequíveis ao nível horário pós-laboral. Mas há outros que, de uma forma positiva, estão a ser desenvolvidos e implementados nas nossas escolas.Para além das licenciaturas e mestrados que outros projectos são dinamizados?Nós temos a totalidade dos cursos, de primeiro e segundo ciclos, adequados ao processo de Bolonha. Isso confere ao Instituto um conjunto diversificado de soluções e, por outro lado, permite uma maior flexibilidade, que vai potenciar outras acções de curta duração. Falo das pós-graduações, dos cursos de pós licenciatura e especialização, dos seminários, das conferências e congressos internacionais e a própria mobilidade e relações internacionais. É nossa preocupação o desenvolvimento de projectos com ligação ao tecido empresarial, pelo que tentamos incrementar parcerias de âmbito regional e nacional. Por exemplo, este ano entrámos, pela primeira vez no concurso Polieempreende e ficámos em terceiro lugar no concurso nacional. Outro dos nossos objectivos é ter uma relação cada vez mais forte e interacção quer com o tecido empresarial, quer com a comunidade. Sentimos que temos responsabilidades sociais ao nível da competitividade regional e do desenvolvimento social e económico. Qual considera ser a mais valia do IPS?Temos uma taxa de empregabilidade bastante elevada, nas diferentes áreas de formação. Este é um trunfo que queremos passar a dar a conhecer de forma sistemática. Penso que deste modo a população, a sociedade, as famílias poderão acreditar mais no nosso projecto educativo. Além disso, temos conseguido manter um corpo docente muito jovem e de elevada qualidade. E qual tem sido a filosofia que tem aplicado na condução dos destinos do IPS?Entendemos a cooperação como estratégia de gestão no desenvolvimento organizacional. Sempre entendemos que sozinhos não fazemos nada pelo que temos tentado afirmar, cada vez mais, o Instituto e facilitar o seu entrosamento na sociedade civil.
“Temos privilegiado o desenvolvimento de projectos com ligação ao tecido empresarial”

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