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O visionário da Várzea

Edição de 03.07.2008 | O Mirante dos Leitores
Registei com surpresa o tom zombeteiro que o Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Várzea utilizou, na carta publicada na edição de 29 de Maio de O MIRANTE, referindo-se às observações que proferi (na edição de 15 de Maio) sobre o “ Projecto de Beneficiação” do cruzamento do Outeiro da Várzea e o inexplicável abate do freixo centenário de grande porte que existia no local. Diz o sr. Presidente que não sabia que o freixo era centenário. Valha-me a Santa Ignorância!... Um autarca que se preze em defender o património da Freguesia e os interesses do povo que o elegeu, primeiro olha, depois vê e quando não sabe...procura saber! Um autarca quando pensa que “ fazer alguma coisa” significa “ capacidade de visão” e “bem-estar”, confunde betão e asfalto com modernidade e progresso, transformando-se inconscientemente, no pior dos visionários. Diz o sr. Presidente que os deficientes ficarão com um acesso de quatro metros de largura. Será que o sr. Aniceto também não sabe que o problema da acessibilidade dos diminuídos motores e dos idosos à Igreja Matriz da Várzea, não é uma questão de largura, mas antes uma questão de diferença de cotas e portanto de altura? O projecto elaborado pelo Gabinete de Apoio Técnico (G.A.T) de Santarém, podia e devia ter observado esta condição, através da criação de uma ou mais rampas de acesso, de acordo com as exigências regulamentares em vigor.Diz o Sr. Presidente que está satisfeito com o projecto feito pelo “ G.A.F.” e que para se conduzir é preciso ter carta de condução. Que grande gafe!...Será que o Sr. Aniceto troca os “T” pelos “F” e também já não entende que não basta ter carta de condução para se conduzir com segurança? O projecto elaborado pelo G.A.T de Santarém, podia e devia ter observado esta condição, através de um adequado traçado e dimensionamento dos arruamentos, de forma a possibilitar uma circulação automóvel com melhores índices de visibilidade, conforto e segurança. Já agora Sr. Presidente, permita-me que faça uma sugestão: Em vez de andar por aí a dar palpites sobre Arquitectura e a intervir no espaço do domínio público como se estivesse a tratar do seu quintal...ponha-se no seu lugar e pense nesta: ”quem para si não sabe, não ponha escola”.Pedro Teles Grilo – Arquitecto – ptelegrilo – hotmail.com

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