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Moita Flores diz que não é Jesus Cristo para perdoar e dar a outra face

Moita Flores diz que não é Jesus Cristo para perdoar e dar a outra face

Edição de 03.07.2008 | Política
O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), assumiu na sessão da assembleia municipal de sexta-feira que ficou desagradado com os presidentes de junta socialistas por estes terem votado contra o relatório e contas do município de 2007. Uma discussão que havia sido feita na anterior sessão. O autarca foi particularmente cáustico em relação ao presidente da Junta de Freguesia de Alcanhões, Luís Justino (PS), cuja freguesia diz ser a mais privilegiada pelo município.“Tenha vergonha!”, disse Moita Flores dirigindo-se em resposta ao autarca de Alcanhões, acrescentando: “O presidente de Alcanhões não pode ter a Câmara de Santarém de perna aberta e depois fazer o que fez. Não tenho o dever do ponto de vista ético de aceitar as estaladas e oferecer a outra face como Jesus Cristo. Eu não sou Jesus Cristo e não dou a outra face”. Moita Flores assumiu que a partir de agora “as relações passam a ser de acordo com o que devem ser”.As hostilidades foram abertas por João Carlos Fonseca, secretário da Junta de São Nicolau eleito pelo PSD, que acusou os socialistas de “ingratidão” face ao que o executivo camarário, no seu entender, tem feito pelas freguesias. “Que me lembre nunca as contas estiveram tão regularizadas como estão com este executivo. Nunca as freguesias foram tão apoiadas como com este executivo. Nunca tivemos tanto dinheiro disponível para obras”, afirmou João Fonseca, que se manifestou “envergonhado” com o que se passou na anterior sessão e acusou os autarcas socialistas de porem os interesses partidários à frente dos interesses das suas populações. A reacção indignada dos socialistas não se fez esperar, com a presidente da Junta do Vale de Santarém, Ilda Lanceiro, a confessar-se “perplexa” com a intervenção que, na sua óptica, “foi lesiva do bom nome” dos presidentes de junta socialistas. “Não me parece que conheça tão bem os outros presidentes para que possa pensar que só o senhor é que representa bem os seus eleitos. Acho que ainda temos liberdade para nos expressar de acordo com a nossa consciência”.O presidente da Junta de Alcanhões, Luís Justino, apesar de elogiar e agradecer o esforço feito pelo Gabinete de Apoio às Freguesias e pelo pelouro das finanças do município, justificou o voto contra porque as juntas “também querem que algo aconteça”. Uma alusão à falta de obra feita que irritou o presidente da câmara. Moita Flores decidiu então “rectificar alguns disparates” e revelou perante a assembleia que a Junta de Alcanhões “tem sido a mais privilegiada” em termos de transferência de verbas. E deu exemplos com números que não foram rebatidos: em 2003 foram transferidos 49 mil euros da câmara para a junta, em 2005 foram 63 mil euros e em 2007 atingiu-se a cifra de 228 mil euros. Em defesa do executivo municipal vieram ainda a terreiro os presidentes das juntas de Arneiro das Milhariças, Basílio Oleiro (PSD), e de Vaqueiros, Firmino Oliveira (CDU). Este último manifestou a sua “indignação pelo pouco reconhecimento do esforço que a Câmara de Santarém tem feito para liquidar os compromissos assumidos com as juntas de freguesia”.Ver Video em: http://www.omirante.pt/omirantetv/noticia.asp?idgrupo=2&IdEdicao=51&idSeccao=514&id=22725&Action=noticia
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