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Miguel Noras foi à Assembleia de Freguesia de Alcanhões criticar a gestão de Moita Flores

Moita Flores diz que pessoas já não se deixam enganar por palavras bonitas

Presidente da concelhia de Santarém do PS terá sido acusado por algum público de “não ter vergonha na cara” mas desmente categoricamente esses factos.

Edição de 07.07.2008 | Política
Um grupo de pessoas que assistia à Assembleia de Freguesia de Alcanhões, realizada na noite de segunda-feira, trocou palavras azedas com o presidente da concelhia socialista de Santarém e ex-presidente da câmara, José Miguel Noras. Este interveio no final da assembleia, no período concedido ao público, para criticar o actual presidente da câmara, Francisco Moita Flores (PSD), e a sua política para a vila. Foi nessa altura que alguns elementos do público, supostamente afectos à CDU, lhe terão dito que devia ter “vergonha na cara” e de “não prestar para nada”. Termos confirmados a O MIRANTE por um elemento presente na sessão. José Miguel Noras terá ainda sido acusado de se fazer acompanhar por elementos que o “expulsaram do PS” e ajudaram o socialista e seu rival interno Rui Barreiro a ganhar as eleições e a câmara em 2001. Os ânimos exaltados levaram o presidente da mesa, o socialista Luís Couto, a dar por finalizados os trabalhos cerca das 23h45. “Além de lembrar a promessa política de Moita Flores de não apoiar mais a junta para além do que foi assumido - verbas a transferir e construção da Casa da Cultura - mostrou ainda desagrado pelo facto da placa com o nome de José Burlamaqui Gaspar, ex-autarca socialista de Alcanhões, ter sido destruída um mês depois de colocada numa rua da vila”, contou o referido elemento referindo-se à intervenção de Noras. José Miguel Noras desmente que tenha sido enxovalhado pelo público nos termos referidos e que apenas um elemento mais exaltado o criticou fortemente, acusando-o de ter começado a campanha política para a câmara. “Fui a Alcanhões, como tenho feito em relação a outras freguesias, verificar o trabalho dos eleitos locais do PS. E como tema principal falei na destruição da placa toponímica, assunto que os eleitos da CDU também lamentaram. Além de ter falado em nome do partido pelo facto de o PS ter sido citado em determinado assunto”, esclarece. José Miguel Noras revela que foi acompanhado a Alcanhões por dois elementos do secretariado do PS e mais tarde por outros autarcas que foram chegando.O ex-presindete da câmara de Santarém disse que “não acreditava que o presidente Moita Flores pudesse cortar verbas a Alcanhões pelo facto de o autarca local ter votado contra as contas de 2007 do município. A menos que houvesse um desespero ou falta de argumentos que o levassem a esquecer os princípios básicos da democracia”, tendo acrescentado ainda que “nem um cowboy sem cavalo nem pistola o faria”.O presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores diz já ter tido conhecimento do episódio e não tem dúvidas que a campanha eleitoral começou em força para o PS, mas da pior maneira. “A campanha em Alcanhões correu mal a José Miguel Noras”, conclui o edil, que o critica por transformar a vila em sede do partido e por o presidente da junta o deixar invadir o espaço dos eleitos. Constatação que José Miguel Noras não comenta.“As pessoas já não estão disponíveis para discursos de palavras bonitas e chorosas, já não enganam ninguém. Tenho estima por José Miguel Noras e custa-me vê-lo fazer este papel. Preocupa-me como cidadão, não me preocupa politicamente nada”, acrescenta Moita Flores. Que deixa o alerta acerca das “confrangedoras elites políticas de Santarém e da comissão política do PS, para as quais a cidade não pode voltar a derrapar”.

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