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A mulher que deixou o comércio para se dedicar à terra

A mulher que deixou o comércio para se dedicar à terra

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
Isabel Almeida é agricultora do modo de produção biológico há cerca de cinco anos, no lugar da Loja Nova, freguesia das Cachoeiras, Vila Franca de Xira. Para trás deixou a Parede e um emprego como técnica de óptica para se dedicar à actividade por “uma questão de ideologia”. “Sempre tive preocupações ambientais, é a minha filosofia de vida”, explica.Cultiva produtos hortícolas, fruta e confecciona pão – tudo de modo biológico - mas até se ter mudado para o concelho de Vila Franca de Xira, há seis anos, nunca tivera nenhum contacto com a agricultura. Há dois anos reforçou o seu negócio com ajuda de fundos da União Europeia, cerca de 22 mil euros de subsídio e comparticipação em 40 por cento dos investimentos em maquinaria e estufas. Tudo o que aprendeu foi com um engenheiro agrónomo conhecido, com aquilo que colegas do meio que lhe transmitiram e algumas formações em agricultura biológica. Vende sobretudo para Lisboa e para a linha de Cascais e lamenta a “falta de sensibilidade” para este tipo de agricultura. “As pessoas não estão informadas sobre o que é um produto biológico. Algumas desconfiam, outras nunca ouviram falar. As pessoas podem beneficiar muito em termos de saúde consumindo o biológico ”, refere. A produtora não hesita em dizer que aumentaria a produção caso existisse um núcleo forte de consumidores. “Aqui é difícil, as pessoas ainda não estão sensibilizadas para isso”, desabafa. Para o reduzido número de produtores de produtos biológicos na região, Isabel Almeida aponta uma explicação: “A agricultura tem algum receio da mudança, de baixar a produção, por isso é que o mercado é reduzido para já”. Mas garante que se for rigorosamente respeitada, a produção em modo biológico não sofre quebras. “É atingida quando há um equilíbrio em termos de fertilidade do solo”, realça.Isabel Almeida reclama ainda que não faz sentido que confundam agricultura biológica com o vegetarianismo. “Na agricultura biológica há de tudo o que há no convencional. Até há detergentes ecológicos e rações para animais”, explica.
A mulher que deixou o comércio para se dedicar à terra

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