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Conclusão de obras na Avenida do Brasil mais uma vez adiada

Conclusão de obras na Avenida do Brasil mais uma vez adiada

Moradores, comerciantes e utentes de serviços já estão fartos do arrastar da empreitada

As obras numa das principais artérias da cidade de Santarém deviam ter sido concluídas em Janeiro e já sofreram quatro prorrogações de prazo.

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
O prazo para a conclusão da empreitada de reabilitação e ampliação da Avenida do Brasil, em Santarém, foi mais uma vez prolongado com autorização do executivo municipal. Esta é já a terceira prorrogação de uma empreitada que devia ter ficado concluída no início do corrente ano. Desta vez o prazo apontado é 25 de Julho. Antes já fora 15 de Março, 30 de Abril e 10 de Junho. As razões invocadas pelo empreiteiro têm sido várias desde a descoberta de ossadas humanas que obrigaram à intervenção de arqueólogos a correcções e alterações ao projecto, designadamente em frente à PSP e na Rua Ginestal Machado. A indecisão acerca da localização do quiosque que existe junto ao tribunal também ajudou a atrasar os trabalhos nessa zona. A justificação mais recente prende-se com a “complexidade dos trabalhos relativos à rede eléctrica. Mais uma vez a fiscalização municipal considera que o empreiteiro não tem mobilizados os meios humanos suficientes para fazer face às várias frentes da obra existentes. Mas acaba por propor a prorrogação do prazo para a conclusão das obras sem ónus para a empresa.O arrastar das obras naquela artéria central da cidade tem causado grandes incómodos a moradores, comerciantes, funcionários e utentes de serviços da zona, como o terminal da rodoviária, o tribunal, a PSP ou a Direcção Distrital de Finanças. “Acho que num país dito de primeira linha, que não é de terceiro mundo, isto já devia estar pronto. As pessoas evitam vir aqui, há quem não queira sequer parar aqui os carros. Trazem os carros lavados e não querem levá-los daqui cheios de pó que é o que acontece se estacionarem aqui”, diz João Pereira, proprietário da pastelaria Bijou.Márcia Duarte, gerente do café do terminal rodoviário, diz que o negócio ressentiu-se com as obras. “Vem aí o Verão e convém que isto fique pronto para podermos rentabilizar o nosso negócio. No Inverno foi muito complicado. O café estava sempre cheio de lama e tínhamos de andar de 5 em 5 minutos a limpar o chão. Agora está sempre tudo sujo, entra muito pó para dentro do café. As senhoras da limpeza têm de andar sempre a limpar e as vendas baixaram”. Maria Rei, residente na zona, está farta das “obras intermináveis”. “No Inverno nem sequer tínhamos passeio por onde passar. Tenho mesmo obrigatoriamente de passar aqui, não tenho como evitar. Um dia pode-se passar, outro não, parecemos uns tolos aqui às voltas”.Os funcionários da Farmácia Sá da Bandeira dizem que quase diariamente assistem a quedas de pessoas na zona de obras e que as pessoas comentam que não aguentam mais aquela situação. “As obras nunca mais acabam e tenho a dizer que causam um transtorno imenso aos utilizadores da via. A nível de arquitectura, a imagem virtual é bonita agora vamos ver na realidade se funciona. Veja a dificuldade que eu tenho a atravessar a rua, com passeios altos. Agora pensemos nos idosos que aqui passam”, diz Rui Montez que também vive na zona. Após a conclusão da empreitada na Avenida do Brasil, que consiste no alargamento da via e na remodelação da rede de saneamento básico, deve entrar em obra o vizinho Campo Sá da Bandeira, onde vai nascer o designado Jardim da Liberdade.Ver Video em: http://www.omirante.pt/omirantetv/noticia.asp?idgrupo=2&IdEdicao=51&idSeccao=514&id=22764&Action=noticia
Conclusão de obras na Avenida do Brasil mais uma vez adiada

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