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Ministra admite aumentar vagas em medicina

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
A ministra da Saúde, Ana Jorge, admite aumentar o número de vagas de medicina para resolver o problema da falta de médicos que afecta a região e o país.Respondendo a repetidas perguntas dos deputados sobre a falta de médicos, Ana Jorge lembrou o aumento de vagas nas universidades, e referiu estar em cima da sua mesa a revisão das normas que possibilitam recrutar e fixar profissionais nas zonas mais carenciadas, decorrendo ainda contactos com países “identificados como tendo médicos disponíveis” para trabalhar em Portugal. Está também a ser feita uma projecção sobre quais as “reais necessidades dentro de cinco a seis anos”, informou a governante.A ministra referiu ainda que espera que mais de 150 Unidades de Saúde Familiar entrem em funcionamento até ao final do ano, para que se possa ultrapassar a meta anteriormente definida.A intenção foi transmitida à Comissão Parlamentar de Saúde, numa audiência que se prolongou por mais de três horas, e na qual Ana Jorge também referiu o final deste ano como altura para estarem no terreno “alguns” Agrupamentos de Centros de Saúde, estruturas que vão substituir as sub-regiões de Saúde.Fazendo eco do Relatório da Primavera apresentado esta semana pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde, a ministra confirmou a “não boa articulação” na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, dada a “nova filosofia” e a dificuldade de “sentar à mesma mesa” profissionais que apenas desenvolvem trabalho nos hospitais e outros que o fazem exclusivamente junto da comunidade.A previsão é de haver cinco mil lugares de internamento nesta rede até ao final de 2008, dos quais “quatro mil estão já garantidos”. Para cumprir os prazos definidos de acesso às primeiras consultas de especialidade hospitalar, o Ministério da Saúde anunciou que “ainda este mês” estará operacional em todos os hospitais um novo sistema de informação.No âmbito do Programa Consulta a Tempo e Horas, as primeiras consultas de especialidade hospitalar terão como tempo máximo de resposta um mês quando se trata de casos muito prioritários, dois meses, em situações prioritárias e de cinco meses para utentes não prioritários.Contrariando a anterior agenda, que apontava para Julho, a ministra referiu que “nos próximos meses” vai abrir a primeira farmácia de venda ao público nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).Nessas farmácias, lembrou a ministra, funcionará a título experimental a venda de medicamentos em unidose, cujo “diploma legal se encontra a aguardar resposta dos parceiros”.

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