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Municípios não garantem reservas mínimas de água para consumo

Municípios não garantem reservas mínimas de água para consumo

As câmaras deviam ter uma reserva estratégica de água para dois dias, mas a capacidade instalada fica muito aquém sendo o município de Salvaterra de Magos o que está em pior situação.

As câmaras deviam ter uma reserva estratégica de água para dois dias, mas a capacidade instalada fica muito aquém sendo o município de Salvaterra de Magos o que está em pior situação. Está prevista a construção de reservatórios de modo a que em 2015 haja uma capacidade de reserva para dois dias em todos os sub-sistemas.

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
Os municípios da Lezíria do Tejo têm descurado o armazenamento estratégico de água para consumo humano de modo a garantir o abastecimento em caso de problemas nas captações ou situações em que os níveis nos aquíferos baixam, sobretudo no Verão. A situação vem espelhada no documento sobre as orientações estratégicas para a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo que vai gerir o abastecimento às populações de sete municípios bem como as redes de saneamento básico. Alguns presidentes de câmara dizem que nunca tiveram problemas, apesar de não terem nos seus concelhos alternativas para situações de emergência. Mas admitem que mais vale prevenir que remediar. No documento refere-se que é razoável ter no mínimo uma capacidade de armazenamento de água que dê para dois dias. Mas a maior parte dos municípios que constituem a empresa - Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Golegã e Salvaterra de Magos - fica muito aquém das expectativas. O município de Salvaterra de Magos é o que está em pior situação, com uma capacidade instalada que dá para pouco mais de nove horas. Os concelhos que apesar de não atingirem os mínimos estão em melhor situação são os da Chamusca, que tem uma capacidade para 1,5 dias, e Almeirim cujas reservas aguentam um dia. A Águas do Ribatejo pretende a médio prazo quase duplicar a capacidade de produção de água existente, o seu tratamento e armazenamento “de maneira a não sobrecarregar os aquíferos mais frágeis da região”. E realça que as reservas estratégicas existentes “são escassas”. Não fosse a empresa intermunicipal, que através da gestão conjunta de vários sistemas vai permitir uma economia de escala, aliada aos previstos fundos comunitários para o sector das águas, e as autarquias por si só teriam muitas dificuldades financeiras para mudar o panorama actual. Está prevista a construção de reservatórios de modo a que em 2015 haja uma capacidade de reserva para dois dias em todos os sub-sistemas. Até lá resta esperar que não falte água. O presidente da Câmara de Benavente, concelho onde as reservas dão para 16 horas, admite que sem a empresa seria “mais difícil” aumentar a capacidade de armazenamento. António José Ganhão (CDU) admite que esta situação até agora não era considerada estratégica e que as novas medidas, que passam pela construção de depósitos ao nível do solo para 4.000 a 4.500 metros cúbicos de água, “vão garantir mais qualidade”. O autarca garante que até ao momento não houve problemas de abastecimento por falta de capacidade de armazenamento porque o município dispõe de furos artesianos de reserva que são accionados em caso de avaria. Na Golegã, segundo o presidente da câmara, Veiga Maltez (PS), também ainda não se registaram problemas no abastecimento pelo facto do município só ter reservas para 14 horas. Mas também considera que “é preciso prevenir”. Até agora as reservas de água são garantidas essencialmente através de depósitos elevados para onde é bombada a água que depois entra na rede. Mas muitos destes reservatórios estão ultrapassados. Veiga Maltez diz que o depósito da Golegã tem meio século e precisa de obras que agora podem ser possíveis através da empresa intermunicipal.
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