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Processos disciplinares a polícias de Ourém que visitaram escolas

Comando Distrital de Santarém da PSP ainda não tem conhecimento oficial da decisão

Agentes que se limitaram a cumprir ordens superiores estão agora sob alçada disciplinar.

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
As conclusões da investigação da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), sobre o caso da deslocação de polícias a escolas de Ourém para saber quantos professores iriam participar numa manifestação nacional que decorreu em Março em Lisboa, apontam para a instauração de três processos disciplinares. Conclusões acolhidas integralmente pelo Ministério da Administração Interna. A investigação da IGAI foi ordenada pelo Ministério depois de dois agentes da PSP de Ourém terem ido a duas escolas daquela cidade para saber quantos professores iriam participar na manifestação nacional que viria a realizar-se em Lisboa.O Ministério da Administração Interna disse na passada semana que o relatório da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre o caso chegou ao gabinete do ministro Rui Pereira no dia 19 de Junho, tendo sido despachado quatro dias depois. “O ministro da Administração Interna acolheu integralmente as propostas constantes do relatório final da IGAI, determinando nos termos das mesmas a instauração de três processos disciplinares pela Polícia de Segurança Pública”, refere uma resposta escrita pelo Ministério, sem avançar mais pormenores. O comando distrital de Santarém da PSP, esta segunda-feira, ainda não tinha conhecimento do assunto para além do que tinha sido divulgado na comunicação social.Na altura, a história teve versões contraditórias que aumentaram a confusão em torno do assunto. O Comando Distrital da PSP de Santarém garantiu que não deu ordem a qualquer agente policial para recolher informações no interior de escolas. Mas o MIRANTE soube que todas as esquadras do distrito receberam ordens por e-mail no dia 5 de Março para recolherem informações sobre as formas de protesto previstas, o grau de adesão de docentes estimado, horários e itinerários das deslocações para Lisboa e ainda outros dados tidos como relevantes. Essas ordens partiram do Comando de Polícia Santarém, a pedido da Direcção Nacional da PSP, solicitando-se respostas até ao dia seguinte (quinta-feira anterior ao protesto). Refira-se que, quando o caso foi espoletado, a Direcção Nacional da PSP foi lesta a emitir um comunicado onde explicou que a “recolha de dados” junto de escolas como as de Ourém, a propósito da manifestação de professores, visava “somente” facilitar a circulação de pessoas e viaturas. Pelo que ficou por explicar qual a razão para que se mandasse averiguar também, por exemplo, quais as formas de protesto previstas.

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