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Promoção cultural do Parque Almourol custa 600 mil euros em três meses

Promoção cultural do Parque Almourol custa 600 mil euros em três meses

Espectáculos nos concelhos de Constância, Chamusca e Barquinha são grátis

Valorizar o Tejo, revitalizar a cultura e o património ribeirinho, dinamizar a rede de equipamentos existentes e promover o turismo regional são os grandes objectivos dos eventos.

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
A Sociedade Parque Almourol vai gastar 600 mil euros nos espectáculos que, entre Julho e Setembro, vão realizar-se nos três municípios que integram a empresa – Constância, Chamusca e Vila Nova da Barquinha. Um valor comparticipado a 75 por cento (450 mil euros) por fundos comunitários, no âmbito do Programa Valtejo. Apesar de o montante ser substancial, o presidente da Câmara da Barquinha, Miguel Pombeiro (PS), fez questão de salientar, na apresentação do programa das festas, que a verba ficou aquém do previsto pelos promotores. “Em 2000, no arranque da sociedade, estava previsto um milhão de euros para promoção e divulgação”, referiu o autarca.Os eventos a realizar na zona intervencionada pelo Parque Almourol têm como palco o rio Tejo e pretendem dar um oferta cultural diferente à região. Uma oferta específica, com dezenas de espectáculos de música, dança, teatro e até ópera, lado a lado com eventos artísticos, culturais e desportivos, torneios medievais e workshops. Valorizar o Tejo, revitalizar a cultura e o património ribeirinho, dinamizar a rede de equipamentos existentes e promover o turismo regional são os grandes objectivos dos eventos.No programa apresentado há espectáculos para todos os gostos. Por exemplo, nos dias 12 e 13 de Julho o centro histórico de Constância será transformado numa Tróia sitiada, com representações da Ilídia de Homero, da ópera “Dido e Eneias”, em paralelo com uma invulgar feira do livro e uma exposição de escultura de João Carvalho. Os chamados “bailes do mundo” marcarão passo em Constância (baile cigano, a 2 de Agosto), Tancos (baile português a 15 de Agosto) e no Arripiado (Chamusca), que receberá o baile antigo. Há ainda os “Marítimos”, um espectáculo nómada no Tejo que se estende por todo o mês de Agosto, onde num palco flutuante cantores, músicos e actores protagonizam perfomances fluviais. A reconstituição de um torneio medieval de armas (dia 5 de Julho) tem como cenário o Castelo de Almourol, onde a 26 do mesmo mês de pode também assistir a outra reconstituição, desta vez a da tomada do castelo, em que cavaleiros e arqueiros entram em perigosas escaramuças corpo a corpo. A temporada fecha a 6 de Setembro, com um espectáculo multimédia que junta em redor do Castelo de Almourol música, projecções multimédias e efeitos especiais nas paredes do monumento e no rio. A organização dos espectáculos está a cargo da empresa Mercado da Cultura, que realça o envolvimento da comunidade local. João Parreira, responsável da empresa, diz que foram convidadas a participar praticamente todas as associações e colectividades culturais dos três concelhos, adiantando que a sua intervenção dará uma mais valia ao projecto cultural.Um projecto cultural que se pretende que venha a ter continuidade temporal, dando consistência a uma promoção efectiva e específica da região. “Este é o ano zero”, garante a organização. Um ano em que todos os espectáculos são completamente grátis, o que não deverá acontecer nos anos seguintes, como admite o presidente da Câmara da Barquinha. Para que o investimento seja sustentável, já que no próximo ano não se prevê financiamentos de Bruxelas.
Promoção cultural do Parque Almourol custa 600 mil euros em três meses

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