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Segurança da rede de gás natural em Tomar posta em causa

Segurança da rede de gás natural em Tomar posta em causa

Relatório dos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento lança alerta Administração da Tagusgás diz que a obra tem toda a segurança.

Informação enviada à câmara é demolidora para com a concessionária da rede de gás natural. Administração da Tagusgás diz que é tudo mentira.

Edição de 03.07.2008 | Sociedade
No subsolo de Tomar há uma convivência pouco pacífica de água, electricidade e gás natural. Um relatório dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), enviado ao executivo municipal no final de Maio, refere aquela anomalia e aponta o dedo à Tagusgás, concessionária da rede de gás natural por 30 anos.“Perante a forma como foram construídas as redes de distribuição de gás na cidade, será difícil colocar na prática uma política de salvaguarda e segurança dessas redes”, refere uma informação dos SMAS de Tomar, assinada pelo engenheiro Artur Matos e enviada ao município. O documento é preocupante. A Tagusgás é acusada de ter construído a sua rede sem se preocupar com as infra-estruturas já existentes.De acordo com a informação dos SMAS, a empresa de distribuição de gás natural “seguiu o critério do «traçado mais fácil», sem respeitar distâncias de segurança para as infra-estruturas existentes e sem respeitar a sua integridade, quando surgiam intersecções de traçados com infra-estruturas de águas e esgotos”. A Tagusgás é ainda acusada de ter iniciado as obras na cidade sem qualquer anúncio aos SMAS, sem solicitar o indispensável cadastro da rede de água e esgotos já existentes nos locais das empreitadas e sem ter pedido qualquer apoio técnico para a sua realização.As obras foram feitas pela Criagás, empresa do grupo Lena que ganhou o concurso público lançado pela Tagusgás para a construção da rede de Tomar. Em declarações ao nosso jornal, João Marcelino, administrador da Criagás, confirmou a execução da obra mas diz que os técnicos cumpriram à risca os projectos dados pelo dono da obra (Tagusgás). “A responsabilidade de definição do traçado das redes é sempre do dono da obra, nós só executamos”, salientou.Surpreendido com as declarações contidas na informação dos SMAS de Tomar ficou José Eduardo Carvalho, eleito há três semanas como presidente da Tagusgás. “Isso é tudo mentira”, disse, adiantando que a obra tem toda a segurança. “A empresa aproveitou a abertura das valas feitas pela câmara” na obra dos SMAS para colocação do colector de águas (à semelhança do que fez a EDP para a conduta subterrânea de electricidade) admite José Eduardo Carvalho, adiantando no entanto que a obra teve o devido acompanhamento, quer de entidades técnicas quer do então presidente da câmara, António Paiva. “Se os SMAS dizem que a obra não tem segurança estão a mentir. Deve haver aí uma guerra qualquer que desconheço”, refere o presidente da Tagusgás, acrescentando ser “proibido tapar um centímetro” de conduta de gás natural sem que seja fiscalizado pela entidade inspectora, neste caso o Instituto de Soldadura e Qualidade.O MIRANTE contactou o presidente da Câmara de Tomar (a quem os SMAS enviaram a informação) mas Corvelo de Sousa preferiu não fazer grandes comentários sobre o assunto, afirmando apenas que a realidade é menos alarmante do que o texto dos SMAS faz crer.
Segurança da rede de gás natural em Tomar posta em causa

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