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Presidente da Escola de Toureio de Madrid diz que toiro sofre mais quando não é morto na arena

Filipe Murillo afirma que proibição das corridas de morte em Portugal é hipocrisia
Edição de 10.07.2008 | Cultura e Lazer
“Ser toureiro é uma das profissões mais complicadas que existem. Um homem não se torna toureiro por acaso. Nasce para ser toureiro. Só tem que aprender e desenvolver a técnica. E esse é o papel das escolas de toureio que têm uma importância fundamental na vida de um jovem aspirante a toureiro”. A afirmação é do director da escola de toureio de Madrid (Espanha), Felipe Diaz Murillo, orador da conferência “A importância das escolas de toureio” que decorreu na noite de quarta-feira, dois de Julho, no Clube Vilafranquense, no âmbito da XIX Semana da Cultura Tauromáquica.Felipe Murillo elogiou o trabalho desenvolvido nos últimos anos pela escola de toureio José Falcão, em Vila Franca de Xira, a única no nosso país que se encontra registada na Federação Internacional de Escolas de Tauromaquia. O aficionado afirmou ainda que o apoio das autarquias é fundamental para o desenvolvimento das escolas de toureio. Segundo ele, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira têm feito um óptimo trabalho. E deu o exemplo da região da Andaluzia, em Espanha, onde as televisões locais dão um grande incentivo às escolas de toureio transmitindo várias novilhadas organizadas para os alunos.Diaz Murillo explicou perante uma plateia de cerca de sete dezenas de pessoas que encheram o auditório do clube vilafranquense que os alunos que saem das escolas de toureio não têm como colocar em prática tudo o que aprenderam. “Um aluno que não tenha oportunidade de tourear nem sequer começa a sua carreira profissional”, diz.O espanhol mostrou-se contra o facto de em Portugal serem proibidas as corridas de morte. “É uma atitude hipócrita uma vez que o toiro sofre muito mais quando não é morto na arena. Em Portugal, depois da lide o animal vai para os curros e fica à espera, muitas vezes, até ao dia seguinte, em sofrimento, até chegar ao matadouro. O toiro deve culminar a sua vida na praça, no final do espectáculo. É o final mais digno para um animal bravo”, afirma.Felipe Murillo concorda que o mundo tauromáquico é maioritariamente masculino e fazem falta mais figuras femininas nas lides. Mas tem consciência que ainda vai demorar alguns anos até a situação ficar equilibrada. “A mulher conseguiu a igualdade há pouco tempo. Era educada para casar, cuidar dos filhos e da casa o que tornava inimaginável ver uma mulher tourear. Só daqui a uns anos conseguiremos que existam mais mulheres no mundo do toureio”, referiu.

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