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Maioria dos agricultores portugueses tem mais de 55 anos

Maioria dos agricultores portugueses tem mais de 55 anos

Estudo revela que mais de vinte por cento não sabe ler ou escrever
Edição de 10.07.2008 | Economia
A maioria dos agricultores portugueses tem 50 a 60 anos, mais de 20 por cento não sabe ler ou escrever, 90 por cento das explorações tem dimensão económica pequena e 80 por cento usa mão-de-obra familiar. Com base em dados recolhidos pela agência Lusa junto da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), é possível concluir que a agricultura portuguesa se baseia em explorações de pequena ou muito pequena dimensão económica, mas também em termos de área, com a média do país a rondar 11,5 hectares.No entanto, as características da agricultura e dos agricultores não são as mesmas no sul, no Alentejo, ou no centro e norte do país, reflexo das áreas médias por exploração de 61 hectares no primeiro caso, ou de 2,6 hectares na Beira Litoral que vão influenciar o tipo de cultura presente. Cerca de três por cento das explorações detêm 63 por cento da área cultivada, assim como 93 por cento dos agricultores possuem 26 por cento daquela área.Quanto ao agricultor, 71 por cento tem mais de 55 anos, 47 por cento mais de 65 anos e somente dois por cento tem menos de 35 anos. No nível de instrução, a maioria (81 por cento) frequentou o ensino básico, enquanto a “formação” específica em agricultura se resume em 89 por cento dos casos à prática do dia-a-dia. Um ponto relevante, principalmente realçado para a CNA, é a estrutura familiar da mão-de-obra, factor que torna mais graves as consequências da crise que o sector actualmente enfrenta. Os cereais encontram-se mais a sul, no Alentejo, região onde também se cultiva o olival, que, por sua vez, também é produzido em Trás-os-Montes e na Beira Interior. Com o novo regime de pagamento único das ajudas comunitárias, os cereais registaram um decréscimo 70 por cento em dois anos e no ano passado só recuperaram 30 por cento. É a floresta que é responsável pela maior área da agricultura, seguida do olival e da vinha, sendo estas duas das mais rentáveis, segundo a CNA. É também a vinha que ocupa maior parte dos agricultores, segundo a CAP. No centro e norte do país, onde se concentram maior número de agricultores, estão as culturas típicas de minifúndio, como os hortofrutícolas.A CAP salienta que “à dimensão europeia, não há grandes explorações em Portugal” e a maior parte das unidades são médias, a nível nacional, com uma média de 10 hectares. Dos 380 mil a 400 mil agricultores existentes em Portugal, cerca de 220 mil recebem apoios comunitários. Os últimos dados oficiais do INE, apontados pela CNA, referem a existência de 323.920 explorações, menos 46 por cento que em 1989.
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