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Conversa telefónica por causa do choro do Filipe

Edição de 09.07.2008 | Sociedade
Na quinta-feira, 3 de Julho, ao final da tarde, durante uma conversa e uma visita de O MIRANTE à sua casa, Marília Batista recebeu um telefonema de Tatiana onde a filha mais velha do casal se mostrou preocupada com o irmão que não parava de chorar. Filipe tem seis anos e é uma criança que precisa dos pais uma vez que tem problemas de saúde que nenhuma instituição saberá resolver melhor do que a mãe.Segundo o que Tatiana explicou à mãe pelo telefone, Filipe desentendeu-se com alguns companheiros da instituição e acabou por ser repreendido por uma funcionária do Centro de Acolhimento. O menino enervou-se e insistiu em falar com o pai pelo telefone.“Ele é muito ligado a nós mas sobretudo ao pai. É sempre ao pai que ele recorre quando tem algum problema. Ele é muito revoltado e já começa a achar que está longe dos pais há demasiado tempo. Por isso enerva-se. Sempre que falamos ao telefone ele pergunta quando vão poder voltar para casa”, conta Marília.A casa de Marília é pequena e as divisões são pobres. “Aqui ninguém bebe nem fuma e o ambiente familiar é de amor e carinho”, explica. “Casas pobres como a minha existem por todo o país e ninguém anda a roubar os filhos aos pais desta forma tão indigna”, acusa a mãe das três crianças.O povo de Foros de Salvaterra confirma que Marília e o seu marido são bons pais e que há gente comovida e revoltada com o que lhes fizeram. Pelo aparato da situação a população estranha e começa  a dar ouvidos a boatos sobre violação. No entanto nada leva a crer na versão que é a única que parece justificar o assalto  a uma casa de família a meio da noite para retirar aos pais crianças com tão pouca idade que dormiam um sono tranquilo. Marília Batista trabalha numa empresa do Porto Alto das oito às cinco da tarde e devido a este incidente na sua vida tem medo de perder o emprego.

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