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Corridas de toiros de Santarém de 2007 ainda com contas pendentes

Edição de 09.07.2008 | Sociedade
A Câmara de Santarém ainda não pagou à Santa Casa da Misericórdia local o aluguer da praça de toiros da cidade nem os bilhetes que adquiriu para as corridas de toiros de 2007, que depois ofereceu a diversas entidades. A denúncia foi feita por um irmão da Misericórdia e eleito do PS na assembleia municipal, através de carta distribuída a todos os deputados na última reunião desse órgão autárquico. Luís Almeida diz que foi informado pela Misericórdia que a dívida do município para com a instituição ascende aos 66 mil euros só no período entre 13 de Fevereiro de 2006 e o final de 2007. Nessa dívida inclui-se ainda um subsídio que a autarquia deliberou conceder à Santa Casa.“O presidente da Câmara de Santarém afirma com frequência as suas preocupações sociais, de que não quero duvidar, fez em tempos uma oferta de um significativo donativo ou subsídio à Santa Casa e assumiu-se como o paladino da defesa da Monumental Celestino Graça e de tradições a ela associadas. Mas a CMS, presidida pelo mesmo presidente, deve, há mais de um ano, dinheiro à Santa Casa”, escreve Luís Almeida, que não esteve presente na última assembleia municipal.Confrontado com essa questão, o provedor da Misericórdia de Santarém confirma contas pendentes, mas diz não ter presente o valor das mesmas. Garcia Correia diz que tudo está a ser tratado com o vereador das Finanças e que o caso está quase resolvido. O vereador Ramiro Matos confirma que a situação está praticamente ultrapassada.Garcia Correia deixou ainda críticas veladas ao comportamento de Luís Almeida. “Gosto pouco que a Santa Casa da Misericórdia ande nas bocas do mundo. São assuntos que devem ser tratados internamente e não fui que disse ao senhor Luís Almeida se a Câmara de Santarém nos devia dinheiro ou não”, afirmou ao nosso jornal.O presidente da câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), não quis fazer comentários sobre a atitude de Luís Almeida. Mas sempre explicou que “entre a autarquia e a Misericórdia de Santarém, tal como com outras instituições, existe uma conta-corrente que nunca está a zero”. Afirmando que não tem conhecimento dos montantes em causa, Moita Flores admite que o subsídio que tomou a iniciativa de dar à instituição ainda está por liquidar, “por não ter havido ainda condições” financeiras. “Temos estado a pagar dívidas do engenheiro Rui Barreiro e o doutor Noras (ex-presidentes da Câmara de Santarém eleitos pelo PS)”, declarou o autarca.

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