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Manobras de comboios empatam automobilistas nas horas de ponta

Manobras de comboios empatam automobilistas nas horas de ponta

Utentes da ponte na zona de Constância chegam a estar parados mais de meia hora

Câmara de Constância pede que não ofendam e desrespeitem tanto a vida das pessoas e considera a situação inadmissível.

Edição de 09.07.2008 | Sociedade
A reactivação do ramal ferroviário que liga a Linha do Leste à fábrica de pasta de papel da Companhia de Celulose do Caima está a causar grandes dissabores aos automobilistas que utilizam a ponte sobre o Tejo entre Constância Sul e Praia do Ribatejo (Vila Nova da Barquinha). O recurso à ferrovia para escoamento de parte da produção da fábrica obriga ao corte do trânsito automóvel à entrada sul da ponte. Uma situação que acontece três vezes ao dia durante alguns dias por semana (na passada semana foram três). Os cortes ao tráfego rodoviário, devido às manobras das composições, chegam a ultrapassar a meia hora, segundo refere a Câmara de Constância, que “reclama junto das entidades envolvidas que não ofendam e desrespeitem tanto a vida das pessoas”. O presidente do município diz que “nos últimos meses esta situação tem sido bastante agravada, pois o ramal que serve a Celulose do Caima, o qual tem prioridade a qualquer hora do dia, tem sido um enorme transtorno para quem tem de fazer a travessia”. António Mendes (CDU) diz que já sentiu na pele esses incómodos e que “as reclamações têm chegado à autarquia em grande número, pois as pessoas sofrem atrasos de mais de 30 minutos nos seus trajectos diários”.As manobras são feitas em períodos do dia que coincidem com as chamadas horas de ponta, entre as 07h00 e as 08h00 (quando dão entrada dez vagões para carregar na fábrica), cerca do meio-dia quando entram (mais 10 vagões para carregar e saem os 10 que entraram de manhã) e por volta das 18h30, (quando saem os últimos dez vagões). Já em Fevereiro passado O MIRANTE havia abordado o mesmo assunto, dando o exemplo concreto de Ana Paula Basílio, residente em Montalvo (Constância), que diariamente tinha de deixar o filho na escola do Tramagal (Abrantes) e seguir depois para o emprego no Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes). As esperas, durante a manhã, chegaram a atingir os 60 minutos, o que motivou atrasos na chegada do filho à escola e da mãe ao emprego. Foi por isso que decidiu pedir responsabilidades à Caima e à CP. A unidade fabril diz não ter qualquer intervenção no assunto e aponta o dedo à CP, pois é ela que gere os horários dos comboios com destino à fábrica. “Os pedidos são feitos para horas de maior vazio, entre as seis e as sete da manhã”, disse fonte da Caima. Da parte da CP, O MIRANTE não conseguiu obter qualquer esclarecimento em tempo útil, apesar das inúmeras tentativas. Tal como já havia acontecido em Fevereiro. Mas em resposta ao e-mail enviado por Ana Paula Basílio uma responsável da CP Cargo, empresa responsável pelo serviço, era lacónica no esclarecimento: “Informamos que estamos a tomar todas as medidas ao nosso alcance para prevenir a repetição de futuras ocorrências”. Os meses passaram e o problema continua.Refira-se que o ramal de ligação da Caima à Linha do Leste esteve desactivado durante alguns anos, mas a integração da empresa no grupo ALTRI, que agrega ainda a Celtejo e a Celbi, fez reorientar a estratégia de escoamento e parte da produção da Caima passou a ser transportada para os armazéns da Celbi na Figueira da Foz, via Entroncamento, através de caminho-de-ferro. Daí segue por via marítima para os vários mercados, sobretudo europeus. Antes os fardos de pasta eram transportados por camiões para o porto de Aveiro.
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