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Recurso a vigilância privada não está a ser equacionado

Parque urbano Dr. Luís César Pereira, inaugurado há dois meses, já foi vandalizado

Câmara de Vila Franca defende sensibilização, iluminação e ocupação dos espaços pelos cidadãos como soluções para evitar actos de vandalismo.

Edição de 09.07.2008 | Sociedade
Inaugurado há pouco mais de dois meses, o Parque Urbano Dr. Luís César Pereira, em Vila Franca de Xira, apresenta já alguns sinais de vandalismo. Uma placa partida e garrafas de cerveja espalhadas pelo chão são os primeiros sinais de degradação.A situação não é caso único de espaços públicos vandalizados naquele concelho. Em Fevereiro, o Jardim do Bairro da Cidade de Alverca foi danificado mesmo antes de ser inaugurado. E situações semelhantes têm sido noticiadas regularmente.“É em todo o lado. É tudo para destruir”, lamenta Maria Adelaide, habitante de A-dos-Bispos. Costuma passear com os filhos no Parque Urbano Dr. Luís César Pereira e queixa-se da insegurança que os actos de vandalismo transmitem. “Deviam estimar as coisas mas não há estima nem respeito por nada e desconfio que nem pela polícia têm respeito”, defende. Maria Adelaide já morou em Sacavém e garante que a situação também era complicada. “Há sítios ainda piores”, reconhece.O vereador da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Vale Antunes (PS), explicou a O MIRANTE que o problema é comum a todo o país e que se deve a “atitudes de falta de cidadania tomadas por uma minoria”. O vereador considera que a situação não é fácil de resolver mas que “não se justifica criar uma imagem negra desta situação”. Para o Parque Urbano de Santa Sofia a solução pode passar pela criação de uma figura que é o “zelador do parque”. Alguém que passe diariamente pelo espaço e faça um relatório de situações encontradas. A criação dessa figura está a ser avaliada pela autarquia mas à escala do concelho as soluções são mais amplas. Vale Antunes explica que a solução passa pela sensibilização, pela promoção da presença do cidadão comum e pela iluminação dos espaços. “Estas medidas dão origem a que esses episódios fiquem sem espaço para poder surgir”, defende. Os responsáveis da câmara têm também investido junto das forças de segurança para concertar algumas medidas estratégicas.Associados à destruição de espaços públicos estão custos para o município. “É evidente que a situação nos preocupa, porque estamos a falar de dinheiros públicos, mas apesar de tudo as verbas gastas não são elevadas”, explica. Na opinião do vereador não se justifica o recurso a segurança privada para zelar pelos espaços. “Temos uma manutenção diária e para isso tínhamos que fazer uma barragem 24 horas por dia em alguns sítios, o que seria incomportável”, defende. “Em termos de volume de casos não há nada que nos leve a adoptar outro tipo de medidas diferentes das que temos adoptado. E temos que destacar também os bons exemplos, como os que existem em espaços na Castanheira do Ribatejo e em Alhandra”, conclui.

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