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As aberrações da toponímia escalabitana

As aberrações da toponímia escalabitana

Ruas sem casas, pracetas que são ruas, artérias que esperam por nome há alguns anos

Município elaborou recentemente regulamento de toponímia para disciplinar essa área.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
Umas têm casas e não têm nome. Outras têm nome mas não têm casas. Falamos de ruas na cidade de Santarém onde a toponímia é um paradoxo difícil de explicar e também, pelos vistos, complicado de resolver. No populoso Bairro de São Domingos não faltam nomes. Faltam é casas para que algumas artérias mereçam o estatuto de rua. Como a rua Joaquim Luís Gomes, que apenas serve garagens e as traseiras da Unidade de Saúde Familiar local. Ali perto há outras aberrações toponímicas já com alguns anos, como as pracetas Francisco Pereira Viegas e Actor Mário Viegas que à partida não passam de vulgares ruas com prédios de habitação de ambos os lados. Já a praceta Fernando Lopes-Graça é uma espécie de baldio cheio de ervas nas traseiras de um bloco de apartamentos. Quanto à praceta Celestino Graça é um arruamento normalíssimo onde também não se adivinham características de praceta (ver caixa).Na freguesia vizinha de São Salvador o problema é a falta de nomes. Na zona conhecida por Senhora da Guia, as modernas urbanizações aí existentes têm ruas anónimas. O que deve causar alguns transtornos a carteiros, polícia, bombeiros e moradores. E não é por falta de o caso não ser falado. Aliás O MIRANTE já havia dado o seu contributo para a causa quando em 20 de Setembro de 2006 fez um artigo sobre o assunto onde a junta de freguesia lamentava a situação.Já na altura escrevíamos que mais de uma dezena de ruas da freguesia de São Salvador estão há anos à espera que as placas toponímicas com a sua identificação sejam colocadas. Nalguns casos, as deliberações camarárias para atribuição do nome datam do último mandato (1997-2001) em que José Miguel Noras foi presidente da autarquia. A maior parte dos casos verifica-se em novas urbanizações. À excepção dos moradores, as artérias passam incógnitas a toda a gente.O vereador com o pelouro da toponímia recorda que tem vindo a ser feito um esforço para resolver esses e outros problemas. Ricardo Gonçalves (PSD) diz que o regulamento de toponímia foi aprovado apenas há cerca de meio ano, ficando estabelecido claramente o que é uma rua ou uma praceta, por exemplo. O município contacta também as juntas de freguesia quando começam a ser construídas novas urbanizações, a fim de recolher sugestões para topónimos. “Estamos a tentar recuperar essas situações atrasadas”, diz o autarca, reconhecendo que ainda há “um grande trabalho a fazer” nesse campo.Na última reunião do executivo foram aprovadas várias propostas de topónimos. Na freguesia de Alcanede passa a haver a Rua José Gameiro (em Alcanede), Rua dos Poços Mouros (em Poços Mouros) e Rua Vale do Grou (Casais da Charneca). Em Alcanhões nasceu a Rua José Burlamaqui Gaspar. E na freguesia de São Salvador foram propostos nomes para artérias das urbanizações Quinta das Trigosas e Quinta de São Pedro.
As aberrações da toponímia escalabitana

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