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As fugas históricas de Vale de Judeus

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
Luís de Sousa, actual vice-presidente da Câmara de Azambuja, trabalhava na parte administrativa do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus quando, em 1978, 124 presos conseguiram fugir através de um túnel de 30 metros escavado no solo durante quase dois meses. “Cheguei a ir lá ver o buraco”, conta o autarca. Aquela que, na altura, era considerada como uma das prisões mais seguras da Europa, ficou com toneladas de terra escondida no sótão e via fugirem de uma assentada mais de uma centena dos criminosos mais perigosos do país.O caso fez manchetes na imprensa europeia e chegou a ser conhecido como o “escoamento do século” e não é fácil entender como ninguém se apercebeu da manobra. Luís de Sousa recorda a O MIRANTE que depois do 25 de Abril viveu-se uma época muito conturbada nas prisões. “Não se sabia muito bem quem mandava, se eram os presos ou os guardas”, conta. O autarca conta que um dos reclusos que se meteu no buraco, não sabia para onde ir quando chegou ao exterior. Confuso com a liberdade decidiu voltar para a cadeia. “Cá fora as coisas eram piores, e lá dentro sempre tinha comida e bebida”, afiança.Na mesma prisão, três anos antes, 89 agentes da PIDE protagonizaram a primeira grande fuga do local. Treparam os muros e desapareceram. O episódio está retratado numa música de Fernando Tordo. Já em 2001, a história de 1978 esteve quase a repetir-se. Os reclusos de Vale de Judeus escavaram um túnel de 16 metros e foram apanhados pelos guardas quando estavam a apenas 50 cm de terra da liberdade.

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