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Foi uma beata de cigarro atirada na A1 que provocou fogo em Azambuja

Foi uma beata de cigarro atirada na A1 que provocou fogo em Azambuja

Reveladas conclusões de investigação da PJ e SEPNA da GNR

Fogo consumiu uma área de 370 hectares, a maioria eucaliptal e ameaçou várias famílias. As autoridades elogiaram o trabalho dos bombeiros.

Edição de 17.07.2008 | Sociedade
O fogo que deflagrou nos dia 4 de Julho em Casais de Baixo, Azambuja, e consumiu cerca de 400 hectares de floresta durante três dias, foi provocado por uma beata de cigarro atirada a partir de uma viatura que circulava na Auto-Estrada do Norte (A1) ao quilómetro 36, 05 no sentido Sul-Norte. A conclusão foi adiantada a O MIRANTE pelo Comandante Municipal da Protecção Civil de Azambuja, vereador José Manuel Pratas e assenta na investigação feita pela Polícia Judiciária (PJ) e pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR. “A investigação das duas entidades foi conclusiva”, adianta o vereador.O primeiro fogo consumiu 20 hectares de eucaliptal e envolveu 116 bombeiros, 33 viaturas e um helicóptero num combate que durou 15 horas consecutivas. Mas o pior estava para vir. No dia 6 de Julho, houve um reacendimento ao início da tarde num sobreiro que continuou em combustão e, com a ajuda do vento, o fogo depressa ficou incontrolável. Arderam mais de 300 hectares, sendo 276 hectares de eucaliptal e 74 de terrenos não cultivados. O fogo andou a serpentear as casas em Casais de Baixo. Dois bebés e um adulto foram retirados do local e vários animais morreram queimados. O esforço dos bombeiros e populares venceu a força das chamas e não ardeu nenhuma habitação. As autoridades foram unânimes no reconhecimento do trabalho dos bombeiros e da protecção civil municipal e realçaram a ajuda dos populares no maior fogo registado este Verão em Portugal. Os secretários de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros e das Obras Públicas, Paulo Campos, elogiaram a competência e a eficácia dos bombeiros numa apreciação partilhada pela Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo e pelo presidente da Câmara Municipal de Azambuja.Segundo o autarca, o Comandante Distrital do Serviço de Operações de Socorro de Lisboa considerou que o modelo de funcionamento do Serviço Municipal de Azambuja e o relacionamento dos bombeiros do concelho com as várias instituições é exemplar. Elísio Oliveira deixou o reconhecimento público na cerimónia do aniversário dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre.Nos dois fogos de Azambuja estiveram envolvidos 346 bombeiros, 103 viaturas, cinco helicópteros e duas aeronaves pesadas e a operação de combate durou 82 horas. A intervenção acompanhada de perto pela governadora civil e pelo presidente da câmara teve custos avultados para o erário público e obrigou bombeiros e populares a um esforço que deixou marcas.
Foi uma beata de cigarro atirada na A1 que provocou fogo em Azambuja

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